
O estudo publicado na revista Endangered Species Research e assinado pelos especialistas Demian Chapman (Universidade Stony Brook, Nova York), Mahmood Shivji (Instituto de Pesquisa Guy Harvey, Flórida, Estados Unidos) e Danillo Pinhal (Unesp) também propõe uma moratória ou a restrição da captura do tubarão na Convention on Internacional Trade in Endangered Species, que será realizada em março de 2010, no Qatar.
No artigo, os pesquisadores detalham os testes de DNA e concluem que um quinto das barbatanas analisadas vieram do Atlântico Ocidental, onde a espécie já entrou na lista de espécies consideradas “em perigo”, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza. O estudo destaca que as barbatanas valem de 20 a 30 vezes mais que o quilo da carne do animal. Hong Kong (China) é o principal mercado desse item, mas o consumo é disseminado em todo o mundo.
“O problema é a falta de fiscalização da pesca e do comércio do pescado. Os pescadores empregam o finning, método em que o animal é capturado e, depois de cortadas as barbatanas, é jogado no mar ainda vivo. Como não consegue mais nadar, agoniza até a morte”, contou Pinhal, conforme a agência Fapesp.
“Na costa brasileira, como temos verificado que há falta de peixes, os pescadores têm capturado e aproveitado também a carne. Podemos dizer que a prática do finning caminha para não ocorrer mais, porque estão tentando aproveitar tudo em função da queda nas pescarias tradicionais, ou seja, de outras espécies que eram comumente comercializadas. Mas os tubarões são particularmente sensíveis à exploração excessiva em função de apresentarem crescimento lento, maturidade sexual tardia e baixa fecundidade relativa, características biológicas que os aproximam dos mamíferos”, destacou Pinhal.
O artigo Tracking the fin trade: genetic stock identification in western Atlantic scalloped hammerhead sharks Sphyrna lewini pode ser conferido aqui.
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