
Já no instituto alemão Fraunhofer o tempo de processamento foi reduzido em duas semanas com o uso de um agitador, liberando toxinas do líquido e melhorando a qualidade do trabalho das bactérias que dissolvem os resíduos. Vinte plantas com esse sistema já foram usadas em Portugal, Alemanha e Brasil, com baixo consumo de energia. Ao contrário do modelo usado na universidade sueca de Linkoping, que usa ultra-som para quebrar o lodo e elevar em 13% a produção de metano.
Tanta pesquisa tem provocado um uso cada vez maior de esgoto para a geração de energia. Os alemães já processam 60% de suas fezes, enquanto checos, ingleses e holandeses estão logo atrás (veja quadro). A Grã-Bretanha poderá chegar a um índice de 75% até o fim deste ano, convertendo eletricidade suficiente para abastecer 350 mil residências.
Tudo isso sem contar o aproveitamento de restos de alimentos não-digeridos, lixo mesmo, outra fonte promissora de biogás. Estações de tratamento nos Estados Unidos começaram a processar esses resíduos em grandes quantidades ao longo do ano passado. Tudo fruto de uma política de colaboração entre a Agência de Proteção Ambiental e Departamento de Energia norteamericanos para incentivar a reciclagem de resíduos. A notícia é do The Economist.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Na Amazônia, zonas eleitorais com mais evangélicos e brancos tendem a votar em candidatos contra o clima
Análise exclusiva da InfoAmazonia cruza dados eleitorais e demográficos e identifica associação entre composição racial e religiosa das zonas eleitorais amazônicas e a queda no alinhamento à pauta climática →
Duas cartas e uma conta que não fecha
No primeiro semestre deste ano, foram publicados dois importantes estudos relativos à conservação no Brasil e realizados dois fóruns igualmente importantes →
91% dos brasileiros consideram importante que candidatos apresentem propostas climáticas
Pesquisa Ipsos encomendada pelo Observatório do Clima ouviu 1.800 pessoas e mostra que 62% consideram o tema muito importante; Veja Levantamento →
