Notícias

Justiça dá a SP mais dois meses para passar à era pós-sacolinha

Sacolas biodegradáveis, feitas de amido de milho, também não serão mais distribuídas. Objetivo é que consumidores usem sacolas retornáveis.

Daniele Bragança ·
6 de fevereiro de 2012 · 14 anos atrás
 
Em dois meses paulistanos deverão se acostumar com sacolas retornáveis como essa, na foto. Sacolinhas biodegradáveis não serão mais distribuídas. Foto: Daniele Bragança, sacola do Supermercado Extra, Rio de Janeiro
Em dois meses paulistanos deverão se acostumar com sacolas retornáveis como essa, na foto. Sacolinhas biodegradáveis não serão mais distribuídas. Foto: Daniele Bragança, sacola do Supermercado Extra, Rio de Janeiro

Dois meses. Esse é o tempo que os paulistas ganharam para se adaptar ao fim das sacolinhas plásticas nos supermercados de São Paulo. Durante 60 dias os estabelecimentos são obrigados a oferecer algum tipo de embalagem aos clientes gratuitamente, inclusive as sacolas de plásticos descartáveis. A distribuição das mesmas havia sido interrompida no último dia 25 de janeiro.

A decisão começou a vigorar na sexta-feira, dia 03, e faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas), a Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo (MPE-SP) e o Procon-SP.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Pelo termo assinado, os supermercados terão que instalar totens informativos na entrada das lojas e, durante um ano, os operadores de caixa deverão avisar aos clientes, antes de registrar as compras, que as sacolinhas não são mais distribuídas.

Além disso, por seis meses, os estabelecimentos não poderão cobrar mais de R$ 0,59 centavos pelas sacolas reutilizáveis, chamadas ecobags, que podem ser de pano ou de plástico. O teto foi estabelecido por causa das críticas sobre os custos das alternativas da bolsa de plástico terem sido repassados ao consumidor.

A partir de abril, não será fornecido nenhum tipo de sacolas, plásticas ou as biodegradáveis, feitas de amido de milho. Elas estavam sendo oferecidas como alternativa às sacolinhas plásticas e eram vendidas pelo preço de R$ 0,19 centavos. De acordo com a assessoria da APAS, a sacolinha biodegradável era oferecida como alternativa porque deu certo na cidade de Jundiaí – onde foi feito o teste piloto da retirada das sacolinhas nos supermercados – mas nunca foi considerado uma obrigatoriedade para os estabelecimentos.

Outra medida assinado no TAC diz respeito à comemoração do acordo, no Dia do Consumidor (15 de março): todo cliente que comprar mais de cinco produtos ganharão dos supermercados uma sacola reutilizável e poderão trocar, gratuitamente, essas sacolas distribuídas na data comemorativa que se desgastaram com o uso. A troca poderá ser feita até o dia 15 de setembro.

Saiba mais
O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), pode ser lido aqui

Leia Também
Guerra da sacolinha plástica aliena consumidor

  • Daniele Bragança

    Repórter e editora do site ((o))eco, especializada na cobertura de legislação e política ambiental.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
27 de março de 2026

Mobilização coletiva na Baía de Guanabara retira mais de 400 kg de resíduos

O CleanUp Bay, reuniu voluntários na Baía de Guanabara para coletar resíduos e alertar sobre os impactos da poluição no ecossistema local

Salada Verde
27 de março de 2026

Ameaçado globalmente, tubarão-azul ganha maior proteção no Brasil

País anuncia regras mais restritivas para o comércio internacional da espécie. Normas incluem proibição da comercialização de barbatanas

Análises
27 de março de 2026

Nem todas as iniciativas do Congresso Nacional são contrárias à agenda política climática

Apesar do histórico ruim e do lobby em favor de retrocessos, há um pacote de bons projetos que podem trazer avanços reais em 2026. Precisamos conhecê-los para pressionar por avanços

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.