
Basta olhar para o bico do Platalea ajaja para descobrir a razão de ele ter sido batizado de colhereiro. Seu formato é definido como único por Helmut Sick em Ornitologia Brasileira. E é com a ajuda dessa “colher” que ele peneira as águas rasas de mangues, rios e banhados atrás de comida. Os caranguejos que fazem parte de sua dieta são os responsáveis diretos pela pigmentação avermelhada das penas, que tende a assumir tons mais fortes na época da reprodução. Habita mangues e praias fluviais lamacentas de uma vasta região que vai do Sul dos Estados Unidos até a Argentina. Manoel Francisco Brito fotografou essa dupla de colhereiros num banhado à beira da estrada de terra que liga São José dos Ausentes, na Serra Gaúcha, a São Joaquim, em Santa Catarina. A imagem foi capturada com uma Canon 10D em ISO 200, equipada com lente Canon 70mm-210mm, numa manhã nublada de outubro do ano passado.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Entre o fim de um mundo e a urgência de outro: a batalha pela nossa imaginação
Somos tão bombardeados por distrações que é mais fácil vislumbrar o fim do Planeta do que do uso dos combustíveis fósseis →
Assassinatos dobram e Amazônia concentra violência no campo, aponta relatório da CPT
Violências por terra representam a maioria dos registros de ocorrências no último ano; País teve 1.593 conflitos por terra, água e trabalho no ano passado →
Merenda escolar amazônica garante renda em município mais desmatado do Brasil
Experiência em Altamira (PA) mostra como a alimentação escolar pode integrar segurança alimentar, adaptação climática e desenvolvimento regional na Amazônia →
