Um novo estudo publicado na revista científica Environmental Research Letters joga um balde de água fria em quem pensa que carros movidos a ar comprimido são a engenharia do futuro. Aparentemente ele tem todos os requisitos para ser uma alternativa limpa de mobilidade: funciona de forma mais simples do que carros elétricos e não há emissões de poluentes no escapamento. O problema é que a tecnologia usada para comprimir o ar não é lá aquelas coisas e muita energia elétrica utilizada para executar o compressor é perdida na forma de calor.
Segundo o estudo da ERL:
“Mesmo sob hipóteses muito otimistas, o carro a ar comprimido é significativamente menos eficiente do que uma bateria do veículo elétrico e produz mais emissões de gases de efeito estufa do que um carro convencional movido a gás. No entanto, um híbrido de combustão pneumática é tecnologicamente viável, barato e, eventualmente, pode competir com veículos elétricos híbridos.”
Atalhos:
Economic and environmental evaluation of compressed-air cars
Leia também
Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil
pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas →
Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025
Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV →
O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática
Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades →




