Salada Verde

Manaus: III Fórum de Sustentabilidade debate medida para substituir PIB

Criação de indicador alternativo de riqueza e acordos para a Conferência Rio+20 dominaram o primeiro dia de debates no encontro.

Daniele Bragança ·
23 de março de 2012 · 15 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
A ex-premiê norueguesa Gro Harlem Brundtland é uma das estrelas do encontro de Manaus. Foto: divulgação
A ex-premiê norueguesa Gro Harlem Brundtland é uma das estrelas do encontro de Manaus. Foto: divulgação

Discussões sobre a conferência Rio+20 tomaram conta do primeiro dia de debate do Fórum Mundial de Sustentabilidade, que está acontecendo em Manaus. Uma das principais ideias apresentada, ontem,  foi levantada pelo diretor executivo da Rio+20, o embaixador francês Brice Lalonde. Ele defendeu a proposta de criação de um índice que substituiria o PIB, indicador criticado por ambientalistas por não contabilizar os impactos negativos, como degradação de recursos naturais, na produção de riqueza. Outro destaque do dia foi a ex-premiê norueguesa Gro Harlem Brundtland, uma das responsáveis por cunhar o conceito de desenvolvimento sustentável. Brundtland chefiou em 1987 o relatório “Nosso Futuro Comum”, que serviu de base para a conferência Rio 92.

Lalonde afirmou que a Rio+20 deve produzir um mandato para que a ONU apresente, em um prazo de três anos, um indicador alternativo ao Produto Interno Bruto. O novo indicador, junto com a criação de uma agência global para o meio ambiente, nos moldes da OMC, poderá estar entre as principais medidas que sairão da conferência de junho. Mas não é só.

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O diretor executivo da Rio+20 deixou claro, ontem, que os líderes dos países devem vir para a conferência preparados para um acordo: “Não venham ao Rio se vocês não tiverem compromissos”. Lalonde disse também esperar que o resultado final da conferência não seja apenas documentos assinados, de intenções, mas que contenha “um plano de ação”.

Para a ex-premiê, a Rio+20 “é uma grande responsabilidade”, principalmente porque a “a agenda é muito ampla e todos os países estão trabalhando fortemente em relação à mudança climática”, disse aos jornalistas logo após a sua palestra “O Caminho de Estocolmo à Rio+20, e da Rio+20 ao ano de 2032”. Ela estará no Rio, em junho, para a conferência.

 
  • Daniele Bragança

    Repórter e editora do site ((o))eco, especializada na cobertura de legislação e política ambiental. →

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