Se recupera bem a onça parda resgatada há duas semanas (28) pela Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul. O animal foi encontrado preso numa armadilha, bem próximo do rio Dourados, no município de Fátima do Sul, Mato Grosso do Sul.
Nervosa e debilitada, ficou sob os cuidados do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) do estado. “A onça ainda está em avaliação. Mas não precisou passar por cirurgia e provavelmente não precisará amputar a pata direita. A pata está debilitada e dura. Dificilmente o animal voltará a viver na natureza, pois é difícil caçar com um membro danificado”, explica Edson Borges, biólogo e coordenador do CRAS.
Um criadouro conservacionista em Minas Gerais já entrou em contato com o CRAS, interessado no animal. Um alívio para os veterinários, preocupados com o destino dele. Apenas no CRAS de Mato Grosso do Sul vivem 12 onças pardas (8 adultos e 4 jovens) à espera de destinação. Os zoológicos têm poucos interesses em onças pardas. “A maioria veio filhote e não tem condições de sobreviver sozinha na natureza. Eles estão no CRAS por falta de destinação”, afirma Borges.

A onça parda com a pata machucada foi encontrada por um pescador, que acionou a Polícia Militar Ambiental (PMA). Trata-se de um macho adulto. A equipe do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, lideradas pelo médico veterinário Álvaro Cavalcanti, que cuidou da onça, ainda não batizou o animal. Eles preferem que os nomes sejam criados no lar definitivo, por quem resolveu criar o bicho.
“Trabalhamos para que o animal volte à natureza. No caso de isso não acontecer, preferimos que os zoológicos e os criadouros batizem, já que são eles que adotam, em definitivo, o animal”, explica Borges.
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