De Germano Woehl Jr.Instituto Rã-Bugio Sobre a reportagem de 01/05/05, gostaria de informar que em Santa Catarina, o projeto de duplicação da BR-280 (trecho entre Jaraguá do Sul e porto de São Francisco do Sul) também terá medidas para evitar o atropelamento de animais silvestres. Foi uma reivindicação do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade (com intervenção do Ministério Público Federal), que apresentou ao DNIT resultados do monitoramento dos animais atropelados num pequeno trecho, próximo à ponte sobre o rio Piraí, numa área de restinga de interior, um dos ecossistemas mais ameaçados em Santa Catarina. O monitoramento foi feito com recursos próprios (particular) e muita disposição da Elza Nishimura Woehl que arriscou a vida (como os animais que atravessam a rodovia) percorrendo o trecho de bicicleta, inclusive aos domingos de manhã, com carros passando a alguns centímetros dela a mais de 140 km/h.Dos mamíferos atropelados no período de monitoramento foram encontrados dois da lista oficial dos animais em extinção, uma lontra (Lutra longicaudis) e um puma (Puma concolor). Em nosso site Instituto Rã-Bugio há dezenas de fotos de animais atropelados na BR-280, na divisa entre os municípios de Guaramirim e Joinville. No caso do puma, levamos o caso a toda a imprensa do Estado de Santa Catarina (jornais e TV) e o assunto deu grande repercussão. Seguem anexados os ofícios que o Instituto Rã-bugio enviou para o DNIT e para o Ministério Público Federal, no ano passado, e uma reportagem de jornal onde é mencionado que o projeto prevê medidas para evitar o atropelamento de animais (na verdade, nossa sugestão foi o controle eletrônico de velocidade nos trechos mais críticos). Portanto, não está correta a informação da matéria de que foi a primeira vez que uma ong conseguiu medidas de proteção para a fauna em projetos de duplicação de rodovias, além do nosso há também outros casos mais antigos.Atenciosamente,N.E.: A informação já foi corrigida.
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