De Noemi Coelho Tavares Senhor Marcos Sou assinante do Jornal do Brasil, portanto fui sua leitora atenta, e adorei sua entrevista, obrigada pela sua luta!Escrevo para dar minha opinião sobre a afirmação/observação de que as pessoas não se mobilizam para lutar pelo meio-ambiente porque está longe do cotidiano ou da visão delas, urbanas que são, ou então”não é comigo”, “não posso fazer nada”; eu acho que o brasileiro não liga pra destruição do seu país pela sua maldade mesmo, seu querer se dar bem em cima do outro, seu irmão (como vemos na esfera governamental e em todos os níveis de interação social…) só isso explica que permitamos que se destrua a natureza que é necessária para todo o planeta, que não a usemos para crescer economicamente através de sequestro de carbono e inúmeras outras formas mais úteis, abrangentes, inteligentes de usar a nossa floresta, biodiversidade, etc.Todas as “explicações” caducaram na era da globalização, das ações para ajudar flagelados do Tsunami, da comunicação que alcança todos os rincões do país; não é mais possível culpar a colonização, a ignorância popular, qualquer outra coisa que não a maldade mesmo, tão nossa característica como a simpatia; o oposto do que move os ativistas europeus e outros, que lutam pelo que está distante, pedem que não seja comprado o que for produzido de forma socialmente incorreta, com exploração do trabalho escravo ou destruição ambiental ; isso está distante, e não é diretamente “com eles”.Dirão que fazemos o que fazemos por falta de educação – e é verdade! Mas lembremos que nossos avós nos educaram, e eles tinham outro comportamento, não eram como os velhos de hoje, capazes de grosseria, egoísmo e de tirar vantagem dos outros; porque jogamos fora os valores que nos passaram? por conveniência, por puro interesse, ou seja, por maldade…como disse Renato Russo”…é o bem contra o mal/ e você de que lado está…”Obrigada pela sua luta, sei o quanto é difícil, sei mesmo!
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