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Em defesa do quilombo de Santo Antônio do Guaporé

De Pe. Josep Iborra Plans, zezinho Missionário Claretiano. Pastoral Fluvial da Diocese de Guajará Mirim. Membro da Coordenação Colegiada da CPT-RO. Lamentável a publicação dos artigos no site de O Eco de Andréia Fanzeres: "Quilombo até embaixo d´água", e de Marcos Sá Corrêa: "Nem a escravidão fez tanto quilombolo". vindo a juntar-se a outros ataques orquestrados no país contra a demarcação de territórios quilombolas, e contra o louvável esforço de parte do governo para fazer cumprir o direito constitucional desta minoria Especialmente estou muito sentido e dolorido pelo ataque de forma injusta ao pequeno grupo de famílias de Santo Antônio do Guaporé, que atendo pelo serviço pastoral da Diocese de Guajará Mirim, durante anos perseguido e injustiçado pela criação da Reserva Biológica (Rebio) do Guaporé dentro do seu território tradicional. Se o Sr. Marcos Sá Corrêa é historiador, ele deveria se informar melhor das raízes, documentadas historicamente, da ocupação quilombola do Vale do Guaporé, começando pelas minas de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, pela construção do Forte Príncipe da Beira, passando pelo Quilombo do Piolho, atacado diversas vezes pelos portugueses, e pelo posterior abandono da região pelo homem branco. Tudo isso faz dos indígenas e quilombolas do Vale do Guaporé os mais antigos e legítimos moradores da região. “Clique aqui para ler esta carta na íntegra” Nota da Redação: A reportagem “Quilombo até embaixo d´água” ,de Andreia Fanzeres, e a coluna de Marcos Sá Correa “Nem a escravidão fez tanto quilombo” não questionam a autenticidade histórica do quilombo de Guaporé e, sim, discutem a lógica de conceder às 17 famílias que lá vivem 86 mil hectares de terras públicas bem conservadas.

Redação ((o))eco ·
16 de julho de 2007 · 19 anos atrás

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