Na mesma semana em que o a África do Sul celebra a Copa do Mundo e abre aos inúmeros visitantes suas atrações turísticas, desenrolou-se uma tragédia nas trilhas da Cidade do Cabo. No último dia 13, um jovem norte-americano de quatorze anos morreu após cair em um precipício na trilha que liga o Jardim Botânico de Kirstenbosh à Montanha da Mesa.
Não é um caminho difícil. Bem sinalizado e bem mantido, o trajeto é percorrido por milhares de pessoas todos os anos. Acidentes acontecem em qualquer lugar. No caso do jovem de Houston, ele estava descendo a trilha às carreiras, escorregou e caiu em um precipício. Segundo a própria família os serviços de busca e salvamento foram rápidos e eficientes, mas quando chegaram não havia mais nada a fazer. A morte foi instantânea.
O que sucede, contudo, é que a Copa trás um fluxo muito grande de turistas ao país e, entre os jogos essa gente sai à passear, aumentando em muito a chance de sinistros com pessoas pouco familiarizadas ao ambiente em que visitam. O triste episódio deveria servir de alerat para nossas autoridades ambientais, afinal se na África do sul, onde as trilhas são sinalizadas e bem dotadas de infraestrutura, um episódio trágico desses aconteceu, o que sucederá quando chegar a vez do Brasil e nossos parques com trilhas mal cuidadas e sem nenhuma sinalização? Ainda há tempo para nos prepararmos, mas é preciso começar!
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Guardiãs do Babaçu: as mulheres que sustentam a floresta, a água e a tradição no Maranhão
Entre lama, coco e resistência, quebradeiras de Imperatriz preservam babaçuais, protegem a água da região tocantina e mantêm viva uma tradição ameaçada →
Rio de Janeiro sedia semana recheada de debates ambientais e climáticos
Rio Nature & Climate Week traz painéis com especialistas, lideranças indígenas, políticos, artistas, além de eventos paralelos, mostra de cinema e shows →
Uma castanha brasileira que ajuda a proteger o Cerrado
Com produção de baru, cooperativa situada no noroeste de Minas Gerais fortalece agricultores locais e gera renda aliada à conservação →
