Na mesma semana em que o a África do Sul celebra a Copa do Mundo e abre aos inúmeros visitantes suas atrações turísticas, desenrolou-se uma tragédia nas trilhas da Cidade do Cabo. No último dia 13, um jovem norte-americano de quatorze anos morreu após cair em um precipício na trilha que liga o Jardim Botânico de Kirstenbosh à Montanha da Mesa.
Não é um caminho difícil. Bem sinalizado e bem mantido, o trajeto é percorrido por milhares de pessoas todos os anos. Acidentes acontecem em qualquer lugar. No caso do jovem de Houston, ele estava descendo a trilha às carreiras, escorregou e caiu em um precipício. Segundo a própria família os serviços de busca e salvamento foram rápidos e eficientes, mas quando chegaram não havia mais nada a fazer. A morte foi instantânea.
O que sucede, contudo, é que a Copa trás um fluxo muito grande de turistas ao país e, entre os jogos essa gente sai à passear, aumentando em muito a chance de sinistros com pessoas pouco familiarizadas ao ambiente em que visitam. O triste episódio deveria servir de alerat para nossas autoridades ambientais, afinal se na África do sul, onde as trilhas são sinalizadas e bem dotadas de infraestrutura, um episódio trágico desses aconteceu, o que sucederá quando chegar a vez do Brasil e nossos parques com trilhas mal cuidadas e sem nenhuma sinalização? Ainda há tempo para nos prepararmos, mas é preciso começar!
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