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21 de fevereiro de 2006

A caboclada venceu

Faz cinco anos, o governo dos Estados Unidos resolveu implicar com um pequeno grupo de pessoas no estado do Novo México, seguidores da União do Vegetal (UDV), e proibiu a importação dos ingredientes – uma folha e um cipó – usados para fazer a hoasca, ou Daime, um chá empregado nos seus rituais. Disse que continha DMT, substância considerada entorpecente pela lei federal anti-drogas. A turma da UDV não se intimidou. Entrou na Justiça. Admitiu que o chá continha o DMT. Mas invocou a liberdade de religião para defender seu direito de consumí-lo durante suas cerimônias religiosas. O caso chegou até a Suprema Corte americana. Na terça-feira, ela decidiu que a UDV estava correta em sua argumentação e liberou o uso da hoasca em suas práticas espirituais.Leia também a coluna de José Augusto Pádua, publicada em maio do ano passado, sobre a luta da União do Vegetal contra o governo dos Estados Unidos.

Por Redação ((o))eco
21 de fevereiro de 2006
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21 de fevereiro de 2006

O juiz

A decisão em favor da UDV foi relatada pelo atual presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, John Roberts. Ele tem 50 anos e foi recém-apontado para o cargo pelo presidente George Bush. É considerado conservador, mas tem forte apego à jurisprudência. A UDV já tinha ganho todos os recursos em instâncias inferiores.

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21 de fevereiro de 2006
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21 de fevereiro de 2006

Lavajato

Quem oferece o serviço de lavagem de carro no Distrito Federal tem seis meses para instalar um equipamento que possibilite a reutilizaçao da água. É o que determina uma nova lei aprovada por lá. Prevê-se uma redução de até 60% no consumo de água desses locais.

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21 de fevereiro de 2006
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21 de fevereiro de 2006

Limitado

Justiça concedeu liminar que limita o percentual de compensação ambiental a 0,5% sobre os custos totais de uma obra. O caso foi levado aos tribunais pela Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica, que era contra o Ibama poder fixar o percentual de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelos investimentos. A decisão foi tomada pelo TRF da 1ª Região, que considerou a falta de precisão na forma de definir o percentual ilegal.

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21 de fevereiro de 2006
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21 de fevereiro de 2006

Geleiras de ouro

Mal foi eleita e a nova presidente do Chile, Michelle Bachelet, já enfrenta uma prova de fogo na área ambiental. Depois de mais de dez anos de briga, está para receber sinal verde o projeto Pascua Lama, que permitirá a empresa transnacional Barrick Gold a explorar jazidas de ouro, prata e cobre nas Cordilheiras dos Andes, bem na fronteira com a Argentina. O projeto é considerado uma bomba-relógio porque pode destruir pelo menos três geleiras, secar rios e exterminar a fauna e flora local. Em campanha, Bachelet se comprometeu a impedir a exploração.

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21 de fevereiro de 2006
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21 de fevereiro de 2006

Fogo

Um dos galpões da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte (ASMARE) - que já foi assunto em O Eco, pegou fogo no último fim de semana. As investigações ainda não foram concluídas, mas há forte suspeita de incêndio criminoso. Segundo a assessoria, a disputa pelo mercado de reciclagem é movida a ameaças.

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21 de fevereiro de 2006
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21 de fevereiro de 2006

Prejuízo

O incêndio destruiu 15 carrinhos usados em coletas e transformou 30 toneladas de material reciclado em cinzas. Principalmente papel e plástico. Vinte e cinco famílias foram prejudicadas, mas o galpão será reconstruído em menos de 2 meses.

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21 de fevereiro de 2006
Análises
21 de fevereiro de 2006

Noronha vale a pena

De Aline Andrade Olá Sérgio,Li sua coluna sobre Noronha e senti falta de uma temática complicada que é a falta de autonomia dos noronhenses sobre a gestão da ilha. Quem governa Noronha é o governo de Pernambuco, certo? A comunidade conta, no máximo, com a presença de dois conselheiros, se não me engano, na folha da administração. Uma grande reclamação de meu amigo Daniel, pescador que nos encantou com pesca de snorkel de garopinha na Cacimba e com o sashimi mais fresco do mundo, é justamente a exclusão dos locais nas tomadas de decisão sobre o futuro da ilha. Diferentemente de alguns noronhenses que conheci e que sonham em morar no Recife, Daniel pretende ficar até seus últimos dias na ilha e não vê solução outra que montar sua própria pousada num futuro longínquo, em terreno que pretende adquirir legalmente por tempo de uso. Reclama da falta de entusiasmo e união entre os locais que estão sempre submetidos às ações do Ibama que, por sua vez, parece não dialogar muito com a comunidade e fecha os olhos para as infrações abertamente cometidas por agentes do eixo Recife-Rio de Janeiro. Não há instrução alguma no sentido da comunidade se organizar em busca de seus interesses como, por exemplo, preços diferenciados de combustível e alimentos, uma das suas grandes reclamações. Não entendo como um governo de Estado ausente pode ter mais autoridade sobre os cuidados da ilha do que aqueles que residem e dependem de seus recursos naturais para sobreviver... Gostaria de saber sua opinião sobre o problema que, a meu ver, esbarra em grande parte com o que vc abordou na coluna dessa semana.Li, também a coluna sobre a questão dos parques e Áreas de Preservação Ambiental, etc, fizemos, em um dos programas que apresento aqui na TV em JF, onde buscamos esclarecer a importância do Urbanismo para a construção da cidadania, abordamos nossos parques e reservas ecológicas e, em uma das muitas tristes conclusões a que pudemos chegar, percebemos que existe um problema crucial de categorização das mesmas de acordo com suas especificidades e interesses. Um erro de nomenclatura emperra todo o desenvolvimento de políticas ambientais valorosas para a cidade e região. Outro ponto: a prefeitura não dialoga com Universidade e outros núcleos de produção de conhecimento para obtençao de dados técnicos e pareceres sobre essas áreas. Como pode? Ela isola acreditando preservar, afastando a população de um contato direto com a natureza e de uma consequente valorização desses espaços para a cidade e para a qualidade de vida urbana. É o caos. Estou realmente muito assustada com as informações que venho adquirindo através dos programas. O problema se estende para a preservação das bacias e mananciais, tão abundantes e fundamentais para toda a região. Não sei por onde começar a denunciar, ou reclamar, ou propor mudanças. Sei que não podemos deixar como está. O prefeito é super populista e só quer saber mesmo de "ficar bem na fita". A impressão que tenho é a de que ninguém sabe o que faz dentro da Prefeitura. E acho que não estou muito longe da verdade.Abraços.

Por Redação ((o))eco
21 de fevereiro de 2006
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20 de fevereiro de 2006

Caminho Livre

A justiça derrubou a liminar que impedia a criação de três unidades de conservação no Paraná. Não há mais como recorrer. O Parque Nacional dos Campos Gerais, a Reserva Biológica das Araucárias e o Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi vão sair do papel. As unidades fazem parte de um conjunto de oito áreas protegidas propostas pelo Ministério do Meio Ambiente para proteção de remanescentes de mata atlântica com araucárias.

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20 de fevereiro de 2006
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20 de fevereiro de 2006

Pedras no sapato

A criação das três unidades foi parar na justiça por protesto de produtores rurais e madeireiros, que afirmaram que ficariam sem o ganha-pão. Outras duas unidades - a Reserva Biológica das Perobas e o Refúgio da Vida Silvestre dos Campos de Palmas - enfrentaram o mesmo problema, mas também receberam aval da Justiça para existir. Juntas, as oito unidades protegerão 540 mil hectares de Mata Atlântica.

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20 de fevereiro de 2006
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20 de fevereiro de 2006

Território do crime

O The New York Times iniciou a publicação de uma série de reportagens dando conta do avanço do crime, traficantes de drogas à frente, nas reservas indígenas dos Estados Unidos. O que os atraiu para lá, além do abrigo de vastas extensões de terras ainda inexploradas, é o status autônomo das reservas, que cria imensas confusões sobre jurisdição policial, e a alegria com que são recebidos por várias lideranças idígenas. Como são inimputáveis em suas áreas, a não ser se forem julgados pelas próprias tribos, abraçam o crime incentivados pela impunidade.

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2006
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20 de fevereiro de 2006

Parceria

Dia 22 a Fundação SOS Mata Atlântica e a Gol vão assinar um contrato para o plantio de 15 mil árvores nativas em Piracicaba, São Paulo. A SOS define as mudas e o local e a companhia aérea financia a inteligente ação.

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2006