Águas vão rolar
O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), terceira maior ONG de proteção ao meio ambiente do Brasil, assinou no dia 4 de fevereiro convênio com a Petrobrás para seu novo projeto no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Batizado de “Águas vão rolar”, o projeto vai combater o assoreamento e a degradação das matas ciliares do Pontal para recuperar a qualidade da água e favorecer animais ameaçados de extinção. A estatal vai destinar 2 milhões de reais para os trabalhos. Serão restaurados 295 hectares de árvores nativas em 2005. A meta é reflorestar 700 hectares. →
Dentro do ministério
A jornalista Miriam Leitão esteve em contato com a cúpula do Ministério do Meio Ambiente no dia em que o Governo Federal anunciou a criação de novas unidades de conservação na Amazônia, principalmente no Pará. Em sua coluna em O Globo, ela relata a estratégia para combater o desmatamento defendida pela equipe da ministra Marina Silva. →
Lixo em excesso
Uma guerra provocada por dinheiro entre os principais lixões do Rio de Janeiro sobrecarregou o Centro de Tratamento de Resíduos de Gericinó. O lugar só tem capacidade para receber 1.500 toneladas de lixo por dia, mas esta semana recebeu mais de 14 mil toneladas. O Globo conta que técnicos do Ibama foram ao local e descobriram que o aterro superlotado não tem nem licença ambiental para funcionar. A maior prejudicada na história é, para variar, a Baía de Guanabara, aonde desemboca o chorume não tratado. →
Búzios protegido
Ao receber uma enxurrada de projetos imobiliários para Búzios, a prefeitura e a câmara municipal decidiram proibir novas construções no município até setembro. Segundo O Globo, o objetivo seria frear o crescimento desordenado. →
Terra Nostra
A Polícia Federal começou a acabar com a festa de uma quadrilha de grileiros que vendia terras com documentos fraudados no Tocantins. A operação foi batizada de Terra Nostra e começou com 16 prisões. A Folha de São Paulo conta que eles repassavam os terrenos para fazendeiros do Paraná e do Rio Grande do Sul interessados em plantar soja na região. →
Bate-boca sobre Br-163
A Folha de São Paulo chama atenção para a seção de cartas da última edição da revista Science. A maioria debate se o asfaltamento e a construção de novas estradas na Amazônia são a principal causa do desmatamento na região. Um grupo de cientistas aposta que sim. →
Petrobras no Equador
Um grupo de renomados biólogos escreveu uma carta ao governo do Equador e à Petrobrás pedindo o fim da construção de uma estrada dentro e nos arredores do Parque Nacional de Yasuní, na Amazônia equatoriana. A companhia brasileira tem licença para explorar petróleo no paraíso ecológico. Deu no New York Times. →
Interdição no Pará
Uma novidade na série de medidas ambientais que o Governo resolveu tomar para enfrentar os conflitos fundiários no Pará é a imediata interdição administrativa de uma vasta área florestal do lado esquerdo da BR-163 (Santarém-Cuiabá). Durante 6 meses, nenhum atividade de exploração de recursos naturais poderá ser desenvolvida na área, exceto a extração de madeira que já tenha plano de manejo aprovado. O Governo está para anunciar as medidas ambientais que alteram a exploração florestal no país e criam novas áreas de proteção no Pará. A Estação Ecológica Terra do Meio será criada imediatamente por decreto presidencial, assim como o Parque Nacional do Pardo e a Floresta Nacional de Balata Tufani. Já as Reservas Extrativistas serão apenas anunciadas hoje, mas o decreto só deve sair amanhã. O projeto de lei que cria o Programa Nacional de Florestas (PNF) também deve ser apresentado hoje. →
Coruripe em fotos de Juarez Cavalcanti
O fotógrafo Juarez Cavalcanti ia fazer um ensaio sobre costumes populares, quando lhe encomendaram um trabalho sobre uma reserva florestal. O resultado é espetacular. →
Novos sócios
Essa pequena colônia de morcegos ocupa um pequeno pedaço de um dos endereços mais exclusivos do Rio: uma folha de um coqueiro que cresceu no... →
Resposta do governo é criar reserva
O Palácio do Planalto está para anunciar nesta quinta-feira que encaminhará ao Congresso projeto de lei, já negociado para tramitar em regime de urgência, criando o Programa de Florestas Nacionais. O projeto, além de autorizar e regular a concessão de áreas florestais na Amazônia, sob o regime de outorga de terra pública (sem cessão de propriedade), determinará também a criação de áreas de reserva, manejo e reservas extrativistas. Será criada a Estação Ecológica da Terra do Meio, em uma área de 3,3 milhões de hectares, em forma de lua, na margem direita da BR-163, que será de preservação integral, 80% dela em terras que o empreiteiro paranaense Cecílio Rego de Almeida alega serem de sua propriedade. Dois meses atrás, o Ministério do Meio Ambiente detectou ali, por meio do sistema de monitoramento por satélites em parceria com o INPE, um desmatamento de 6,2 mil hectares em apenas dois dias. Acionou o Ibama, que encontrou no local barracões e uma estrutura de desmatamento em larga escala. Mais acima, será criado o Parque Nacional do Pardo, com uma área de 445 mil hectares.No lado esquerdo, será criada a Floresta Nacional de Balata Tufani, na qual será permitido o manejo florestal por concessão, baseado em plano de outorga que terá que ser elaborado previamente. Em dois pontos, no rio Xingu e em Riozinho da Liberdade, serão criadas reservas extrativistas.O MMA pretendia fazer tudo isso por meio de medida provisória, mas a eleição do deputado Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara levou o governo a mudar para um projeto de lei e negociou para que seja examinado em regime de urgência. O Ministério espera, com esta lei, congelar a situação na Terra do Meio até que ela seja ordenada, com os respectivos planos de outorga e manejo. →

