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Meça sua culpa

Você sabe quantos planetas são suficientes para suportá-lo? Faça um teste que mostra o quanto nossos hábitos e padrões de consumo causam impacto sobre a Terra.

25 de novembro de 2005 · 20 anos atrás

No MyFootPrint, há um teste rápido, com perguntas que questionam nossos hábitos e padrões de consumo. A resposta – dada no número de planetas que seriam necessários caso toda a população tivesse os mesmos hábitos que você – surpreende. O teste faz parte de uma campanha da Earth Day Network e da Redefining Progress, duas organizações que promovem a idéia de um mundo sustentável.

O questionário é amplo, ora vago, ora preciso. Pergunta quantas horas por ano você anda de avião, pergunta se você tem energia elétrica em casa, te obriga a calcular (no meu caso chutar) a quantidade de combustível que seu carro consome, quantas vezes por semana você anda de bicicleta, se come carne ou se é vegetariano. Para o bem ou para o mal, o myfootprint (pegadas, em inglês), faz você “refletir” sobre sua passagem por este planeta.

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Eu por exemplo, descobri que se o mundo produzisse o lixo que eu produzo e comesse a quantidade de carne que eu como, precisaríamos de 4 planetas terra para sobreviver.

Na primeira vez em que respondi as perguntas, fui honesta. Confessei meus pecados e crimes ambientais. Sinto muito. Não ando de bicicleta e raramente uso transporte coletivo. Não moro em Londres nem em Paquetá. Vivo na cidade do Rio de Janeiro e só isso já me faz perder pontos no teste. Tenho certeza. Habitante do Rio já deve começar o teste com planetas de sobra.

Na segunda vez, resolvi bancar a vegetariana, dizer que só uso bicicleta e transportes públicos, que não tenho luz em casa, enfim, fiz uma versão “pouca culpa” só para checar quantos planetas seriam necessários se todos fossemos “conscientes”.

Para atingir o resultado de apenas um planeta terra para abrigar uma população de Silvias fictícias, que seria o equivalente à nota dez numa outra prova qualquer, tive que dizer que moro sozinha, num espaço de 30 metros quadrados, de “arquitetura bioclimática e amiga do ambiente”. Também fui obrigada a dizer que não ando de carro, não como carne e nem alimentos industrializados. Enfim, para caber numa Terra apenas, fui obrigada a me transformar numa espécie de índio metropolitano.

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