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No azul do Mar Vermelho

A variedade e beleza dos ecossistemas marinhos que habitam suas águas cristalinas, salgadas e quentes rendeu ao Mar Vermelho, no Oceano Índico, o apelido de o “Outro mundo de Deus”.

16 de outubro de 2008 · 14 anos atrás
Fauna e flora marinha encotradas no Mar Vermelho deslumbram por sua diversidade e cores. (Fotos: Ana Leonor)
Fauna e flora marinha encotradas no Mar Vermelho deslumbram por sua diversidade e cores. (Fotos: Ana Leonor)

O Mar Vermelho é como uma longa e estreita tira que vai do Canal Suez, ao norte, ao encontro do Oceano Índico, ao sul, através do Golfo de Aden.  Ele banha o Egito, a Jordânia, Israel, Sudão, Arábia Saudita, Eritréia e o Yemen.  Com uma área de 438 mil quilômetros quadrados é um dos mais profundos mares do mundo, chegando a 3040 metros.  A cor de sua costa contrasta com o azul cristalino das águas, irradiando o dourado das planícies arenosas.

Devido às depressões topográficas causadas pela ação vulcânica e preenchidas por salmoura, pouca chuva, e evaporações causadas pela alta temperatura, o Mar Vermelho possui uma das águais mais salgadas e quentes do mundo.  Bom para os mergulhadores e banhistas, que além de aproveitarem águas agradavelmente mornas, ainda se beneficiam do crescimento excepcional de abundante variedade de corais.  O rico ecosistema deste mar encontra competidor à altura apenas na Grande Barreira de Corais, na Austrália, ambas com centenas de espécies marinhas.

Ponto de partida

A península do Sinai, no Egito, é um dos pontos mais indicados para o mergulho pela sua beleza e preço, que é muito em conta.  Além do seu explendor, ela tem extrema importância histórica.  Foi aqui que Moisés recebeu os 10 mandamentos.   Lar de tribos de Beduínos o Sinai foi ocupado por Israel de 1967 a 1982, se abrindo para o mundo apenas recentemente.

Sua península separa o Golfo de Aqaba do Canal Suez, que encontra o Mar Mediterrâneo.  Ambos os lados do Sinai são importantes rotas marítimas, que por consequência têm uma grande quantidade de navios naufragados em seu território.

A variedade de hotéis na Península do Sinai consegue agradar a todos os gostos.
A variedade de hotéis na Península do Sinai consegue agradar a todos os gostos.
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Comentários 1

  1. Fernando Tatagiba diz:

    Muito bacana a matéria! Alguns destaques que considero bem relevantes nas conclusões dos pesquisadores, à luz da gestão das unidades de conservação:
    “… a maioria das espécies não foi afetada negativamente pelo turismo e mesmo que tenhamos observado algumas alterações, elas são restritas apenas a área do parque que está aberta à visitação”. De fato, a área destinada ao fluxo de visitantes representa a esmagadora minoria na área total das UC. Assim, como ressaltam os pesquisadores, “quaisquer impactos negativos sobre a biodiversidade causados ​​pelos visitantes devem ser ponderados em relação aos ganhos de conservação e gestão proporcionados pelo turismo.” Além de visitantes e condutores autorizados contribuírem para a redução de ilícitos, como a caça, o turismo com base na conservação da natureza é importante indutor de economia. Estudo mostra que cada R$1 investido no ICMBio em 2018 produziu R$ 15 em benefícios econômicos para o Brasil!
    O Brasil só tem a ganhar com a criação e o investimento na gestão das Unidades de Conservação da Natureza!