Proteção no mar
A região do entorno das ilhas de Piúma e dos Franceses, no sul do Espírito Santo, vai ser vistoriada nos próximos meses por técnicos do Instituto Chico Mendes. O objetivo é observar nódulos formados pela deposição de calcário das algas, locais que abrigam rica biodiversidade. Espera-se, que, enfim, a área seja protegida. Mas como a região já é explorada para pesca e maricultura, o instituto já descartou a possibilidade de proteção integral. →
Critérios
As escolhas realizadas por consultores independentes foram baseadas em alguns critérios. Entre eles estão a proximidade das áreas propostas com outras unidades de conservação, a verificação de uma reserva legal na propriedade e a certeza que o espaço vai contribuir para a manutenção da biodiversidade e dos recursos hídricos. →
Quem faz mais?
O Fórum Econômico Mundial, em Davos, teve início nesta quarta-feira com a divulgação de um ranking dos países mais amigos do meio ambiente. Entre 149 nações, o Brasil ficou em 35º lugar. Quem abriu a lista foi a Suíça, local onde a reunião acontece. Uma rápida análise dos resultados indica que a riqueza é fator fundamental para alcançar uma maior sustentabilidade. Mesmo assim, os Estados Unidos amargaram a 39ª colocação, ficando atrás de países como Chile e Equador. As últimas cinco posições ficaram a cargo do continente africano. Os critérios para a elaboração da lista foram saúde ambiental, poluição do ar, recursos de água, biodiversidade, recursos naturais produtivos e mudanças climáticas. A notícia é da agência EFE e foi veiculada pela Folha Online. →
Antes rabo de tubarão do que cabeça de sardinha
Ainda ligada à França, a ilha de Mayotte, no Oceano Índico, consegue manter status de hotspot da biodiversidade. Não há dúvida que a natureza é o grande motor do turismo na ilha. →
História
A equipe do Plant Your Tree, formada pelo engenheiro florestal Ricardo Machado e seus três sócios, está acostumada a fazer replantio de espécies nativas da Mata Atlântica. Em 2001, quando a empresa ainda não existia, eles decidiram propor ao Ibama o projeto de formar um corredor de biodiversidade entre a Fazenda Santa Maria, o Parque Nacional de Foz do Iguaçú e a mata ciliar do lago formado pela barragem de Itaipu. Dois anos depois, o estado do Paraná ganhava uma faixa de floresta com quatro mil metros de extensão e 60 de largura. →
Realidade
Já é possível adquirir uma floresta virtual sem gastar nenhum centavo. A proposta é da empresa Plant Your Tree, que disponibilizou uma plataforma de negociação no site de relacionamento facebook. Patrocinado por firmas que disponibilizam os recursos destinados às novas mudas, o projeto prevê o plantio de um hectare a cada dez mil árvores vendidas. No momento, a área beneficiada é a microbacia do rio Tucano, no município de Santa Terezinha do Itaipu (PR). Disponibilizada pelo Ibama a partir do programa Corredor Trinacional de Biodiversidade, o local é um dos espaços escolhidos para servir de ligação com coberturas vegetais da Argentina e Paraguai. →
Dança das cadeiras
Mal começou o ano e se anuncia a primeira dança de cadeiras no Ministério do Meio Ambiente. Na liderança da Diretoria de Áreas Protegidas desde 2003, Maurício Mercadante cede o bastão a João de Deus Medeiros, professor de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele já vinha auxiliando o governo em estudos e implementação de áreas protegidas na Região Sul. Mercadante deve assumir cargo como assessor da secretária Maria Cecília Wey de Brito, na Secretaria de Biodiversidade e Florestas. →
Estava demorando
Passando por cima da resistência de ambientalistas e do bom senso, os Estados Unidos anunciaram que vão iniciar a exploração de petróleo e gás no Alasca, depois de 15 anos de moratória. O Minerals and Management Service (MMS) vai iniciar em fevereiro o recebimento de candidaturas para a exploração. Além da rica biodiversidade marinha, a região é o habitat dos ursos polares, que já prejudicados com o degelo polar, devem ser ainda mais ameaçados com os trabalhos. O governo, porém, diz que as explorações só vão ocorrer a 50 quilômetros da costa, o que não causaria riscos aos animais. A notícia é do Independent. →
Danos de Mauá
A usina hidrelétrica de Mauá vai barrar o rio Tibagi, um dos últimos sem intervenções no estado, e que circunda uma área considerada de mega biodiversidade para o Paraná. Por causa de inúmeras denúncias de fraudes no estudo de impacto ambiental, que subestimou os danos da obra, o empreendimento tem sido alvo de diversas ações na Justiça. →
Ilhas no deserto
No Peru existem maravilhas por todas as partes. Mas poucos conhecem o esplendor das lomas costeiras, uma mancha que concentra umidade e diversas espécies em um ambiente seco. →
Símbolos seguros
Enquanto os Estados Unidos comemoram a saída da águia-símbolo da lista de espécies ameaçadas, o Brasil resolveu o problema pela raiz, escolhendo um símbolo pra lá de ordinário. →
Galápagos: símbolo de abundância e harmonia
Equador dá exemplo de gestão ambiental nas ilhas Galápagos, tropicais em terra e geladas na água. Paisagem árida do arquipélago vulcânico esconde preciosa biodiversidade. →
Megalomania bolivariana
A natureza sempre está sujeita a ser atropelada por projetos faraônicos de políticos. Mas a Amazônia corre sério risco nas mãos de Hugo Chavez e de empreiteiras. →
O tamanho do problema
Joice SantosChefeAssessoria de Comunicação SocialMuseu Paraense Emílio GoeldiPrezado Editor,Em nome do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e do pesquisador Dario Amaral, solicito corrigir informações da reportagem “O tamanho do problema”, de autoria do jornalista Lorenzo Aldé.O botânico Dario Amaral foi convidado pela Biodiversitas para assumir a coordenação especial para a região amazônica no processo de →
Há controvérsias
Os próprios pesquisadores que elaboraram o estudo de impacto ambiental ( Eia-Rima) da usina não concordam com o presidente do IAP. Eles acusam a empresa CNEC Engenharia, do grupo Camargo Corrêa, de ter falsificado e omitido muitas informações do documento entregue para avaliação do órgão ambiental do estado para que o empreendimento pudesse ser aprovado. →
