
Esta deveria ter sido a fotografia de uma pétala de íris, respingada de orvalho na manhã escura. O louva-deus estava no talo, de cabeça para baixo. Verde e imóvel, passaria desapercebido, se não resolvesse subir para ver que movimento era aquele em cima da flor. Trata-se de um dos bichos mais fotogênicos que existem. Quando era menino na Grécia, o naturalista inglês Gerald Durrell passava horas debruçado sobre as plantas do jardim, em sua casa de Corfu, vendo-os caçar outros insetos com uma ferocidade dissimulada pelas garras postas em forma de mãos em prece. E o entomólogo francês Jean Henri Fabre descreveu seu olhar, no século XIX, como “alucinado”. Marcos Sá Corrêa fotografou-o com câmera digital Canon 20D em ISO 100, lente Canon Macro de 100 mm, dois flashes e tripé.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Mulheres e Oceano: infra estruturas invisíveis da vida?
Tanto o oceano quanto as mulheres carregam uma expectativa silenciosa de que vão aguentar mais um pouco. Mas nenhum sistema consegue ser resiliente para sempre →
Decisão do STF sobre tributos na cadeia de reciclagem preocupa setor
ANAP afirma que incidência de PIS e Cofins pode elevar custos operacionais e pressionar atividades ligadas à coleta e comercialização de materiais recicláveis →
Desmatamento da Amazônia custa mais de US$ 1 bilhão por ano na conta de luz dos brasileiros
Perda de floresta reduziu chuvas, diminuiu a geração hidrelétrica e elevou os custos da eletricidade no país, diz estudo →
