O Eco+ | Edição #277 | fevereiro/2026
1 de fevereiro de 2026
O Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Lagoa do Taí foi ignorado na licença de operação (LO), concedida ao Aeródromo Norte Fluminense – Heliporto do Açu pelo Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea), conta José Alberto Gonçalves Pereira, em reportagem exclusiva para ((o))eco. O empreendimento situa-se no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), litoral norte fluminense, a apenas 1,2 km do Revis da Lagoa do Taí, uma unidade de proteção integral municipal. Segundo a apuração, na Licença de Operação, o Inea incluiu 52 condicionantes, sendo 16 relacionadas a procedimentos com a fauna. Nenhuma delas, contudo, refere-se ao Revis da Lagoa do Taí.
O jornalista Matheus Lopes Quirino escreve para ((o))eco sobre Cíntia Moreira Lima, professora que usa o cordel para popularizar temas ambientais. Em 2021, Lima criou a editora artesanal Casulo Cordel em colaboração com ilustradores e diagramadores. “Acredito que a educação é o principal caminho para criar nos alunos uma consciência ambiental. Eu sempre quis ensinar não só por ensinar, mas fazer com que os jovens tenham interesse por aquilo que eu esteja trabalhando, mesmo se pareça, a primeiro momento, difícil”, diz.
O colunista Fabio Olmos conta como o gavião-asa-de-telha e outras aves ameaçadas de extinção encontraram uma nova vida na metrópole paulicéia, bem longe do habitat em que estavam habituadas.
Boa leitura!
Redação ((o))eco
· Destaques ·
Licenciamento ignorou reserva ambiental situada a 1,2 km do Aeródromo do Açu
Professora usa o cordel para popularizar temas ambientais
O gavião Farialimer e as aves do antropoceno paulistano
· Conservação no Mundo ·
Abrigos centrais. À medida que o inverno se aproxima em grande parte da América do Norte, aves migratórias seguem para o sul, em busca de climas mais quentes e maior disponibilidade de alimento. Até recentemente, porém, os cientistas não tinham uma compreensão clara de exatamente para onde elas iam – mais da metade das 314 espécies de aves migratórias estudadas se deslocou para as cinco grandes florestas da América Central. [Mongabay]
Responsabilização. Depois de enchentes e deslizamentos que podem ter matado até 11% da população dos orangotangos Tapanuli (extremamente ameaçados), o governo da Indonésia revogou licenças de 28 empresas de mineração, madeira e óleo de palma e abriu processos por danos ambientais em milhares de hectares — uma resposta significativa à pressão de grupos ambientalistas. [The Guardian]
· Dicas Culturais ·
• Para ler •
A floresta | Irena Freitas
Depois de ver as notícias na TV, uma menina quer acabar com a destruição da floresta. Com a ajuda de seus amigos e de sua imaginação, surgem mil possibilidades para trazer o verde de volta às matas – e às páginas do livro! Publicado pela Companhia das Letrinhas.
• Para ler •
Meio ambiente e representação social | Marcos Reigota
O livro explica por que e como a educação ambiental deve ocupar um lugar de destaque em nosso dia a dia político e social. O livro é composto por três textos, de conteúdo rico e leitura fluida, que detalham as questões que envolvem meio ambiente, apontando seus principais problemas e as soluções individuais e coletivas possíveis.





