O Clemenceau, antiga nau capitânia da Armada francesa e irmão gêmeo do nosso porta-aviões São Paulo, virou um navio fantasma. Desativado, ia ser enviado à Índia para ser desmontado e vendido como sucata. Ambientalistas da Europa e Ásia acusaram a França de estar exportando poluição, porque o Clemenceau tem praticamente toda a sua estrutura revestida com amianto. As cortes indianas proibiram que o trabalho fosse feito no país. O egito impediu que o barco passasse pelo canal de Suez. Resultado, o Clemenceau ruma agora de volta ao porto de Brest, sua antiga base. Será péssimamente recebido. O prefeito da cidade disse ao Le Monde que teme os estragos que o navio poderá causar ao seu litoral se ficar ancorado apodrecendo.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Virada Cultural Amazônia de Pé traz 5ª edição com apelo por voto pela Amazônia
Evento será nesta semana e traz o tema “A política começa no território”, para convocar eleitores a votarem de olho na proteção da maior floresta tropical do mundo →
Catástrofes climáticas afetam primeiro os mais pobres
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a França incentivou ocupações em áreas agrícolas hoje mais vulneráveis a catástrofes naturais →
Operação Mata Atlântica em Pé autua mais de 8 mil hectares de desmatamento ilegal
Balanço com resultados preliminares da operação, que ocorreu em agosto nos 17 estados inseridos no bioma, foi apresentado na última sexta-feira (28/08) →
