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Verde até no prato

Grupos vegetarianos têm se empenhado de uns tempos para cá em ligar o consumo de carne ao aquecimento global. E eles têm argumentos... científicos. Um estudo publicado pela Onu em novembro passado mostrava que a criação de animais para o consumo humano emite mais gases do efeito estufa do que todas as formas de transporte juntas. Foi o que bastou para organizações como a PETA (“Pessoas pelo consumo ético de animais”) caíssem em cima de ongs ambientalistas e personalidades como o ex-vice-quase-presidente-guru-ambiental americano Al Gore, que concentram esforços em estimular mudanças no comportamento do público, sem falar em revoluções na dieta. Cada vez há mais propaganda alegando que desistir do bife é mais ecológico do que adotar a bicicleta. Reportagem do The New York Times, no entanto, mostra que o tiro pode sair pela culatra: ao mexer num assunto tão espinhoso, é fácil fácil atrair antipatia generalizada para a causa. “Nós vamos encorajar companhias a produzir caminhonetes mais eficientes e também os consumidores a comprá-las”, diz Carl Pope diretor executivo do Sierra Club, uma das ongs criticadas pelos veggies. “Mas não achamos proveitoso palestrar sobre as escolhas pessoais de consumo de cada um”.

Redação ((o))eco ·
29 de agosto de 2007 · 18 anos atrás

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