Notícias

Matriz energética cada vez mais suja

Levantamento do Ministério do Meio Ambiente mostra incoerência no discurso brasileiro sobre matriz energética limpa. Emissões de CO2 do setor cresceram 49% e da indústria 77% em 13 anos.

Redação ((o))eco ·
27 de agosto de 2009 · 16 anos atrás

As emissões de monóxido de carbono (CO2) das indústrias brasileiras cresceram 77% em apenas 13 anos. Já no setor energético, este número cresceu 49%. Estes são os resultados de uma estimativa de emissões feita pelo Ministério do Meio Ambiente e divulgada no início da tarde de hoje (27). O levantamento do governo indica que entre 1994 e 2007 houve aumento significativo no número de termoelétricas instaladas no país, uma das fontes de energia mais poluentes que existem. No início da década de 1990, as termoelétricas emitiam 10,8 milhões de toneladas de CO2. Em 2007 esse número passou para 24,1 milhões.

Na indústria, o principal vilão é o cimento, responsável por 7,8 milhões de toneladas de gás carbônico. Outro setor que aumentou bastante suas emissões foi o rodoviário, com 59% de acréscimo no período analisado. Os números apresentados hoje farão parte do segundo inventário brasileiro de emissões, previsto para ser divulgado até dezembro deste ano. As emissões provocadas pelo desmatamento, uma das principais fontes, ainda não foram divulgadas.

Os resultados apresentados hoje contradizem o discurso do próprio governo, que ostenta a imagem de um país com matriz energética limpa e insiste em não assumir uma posição mais clara no que diz respeito à adoção de metas de redução de emissões.

Leia também

Notícias
16 de janeiro de 2026

Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas

Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central

Notícias
16 de janeiro de 2026

Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar

Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha

Análises
16 de janeiro de 2026

Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo

O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.