Stewart Brand pode ser chamado de agitador intelectual. Seu primeiro grande sucesso foi criar na década de 60 o Whole Earth Catalog (Catálogo de Toda a Terra), uma publicação de contracultura que listava produtos e tecnologias direcionados ao estilo hippie autosuficiente. Steve Jobs, fundador da Apple, chamou a publicação de precursora da internet. Está por trás também da Global Business Network e a The Long Now Foundation, duas entidades direcionadas a pensar estratégias para resolver os problemas de um mundo em rápida mudança.
Sua última realização é o livro Whole Earth Discipline: an ecopragmatist manifesto (algo como Ciência da Terra como um todo: um manifesto ecopragmático). Nele, Brand prega as vantagens da urbanização e preza as favelas como a porta de saída para os pobres do campo, que vivem da agricultura de subsistência. O vídeo da TED Talks é imperdível pelas imagens e pela defesa franca e politicamente incorretas de ideias para salvar o meio ambiente como energia nuclear, transgênicos e reengenharia do clima.
Eis aqui bom trecho de uma entrevista recente de Brand para a revista Wired:
“As cidades tiram as pessoas da agricultura de subsistência, a qual é ecologicamente devastadora, e também desativam a bomba populacional. Nas vilas, as mulheres passam o tempo laborando no campo, sem pagamento, ou tendo um monte de crianças. Quando as mulheres se mudam para as cidades, a melhor opção é ter menos filhos e dar a eles alguma educação, alguma oportunidade econômica. As mulheres se tornam importantes, criaturas poderosas nas favelas. Com frequência, são elas que lideram as organizações comunitárias, além de serem consideradas as mais confiáveis devedoras dos programas de micro empréstimos.
Dica: Charter cities blog
Leia também
Governo suspende licitação de dragagem no Tapajós após mobilizações indígenas em Santarém
Após protestos em Santarém, governo suspende pregão de dragagem e promete consulta a povos indígenas do Tapajós →
Fotógrafo brasileiro vence prêmio internacional com ensaio sobre água e identidade
João Alberes, de 23 anos, conquista espaço no ambiente da fotografia documental, e projeta o agreste pernambucano como território de produção artística contemporânea →
Pela 1ª vez, ICMBio flagra onça pintada caçando em unidade do Acre
Registro foi feito às margens do Rio Acre, em uma das áreas mais protegidas da Amazônia. Onça tentava predar um porco-do-mato perto da base do Instituto →






