Pela primeira vez, durante o carnaval 2010, associações independentes do carnaval de rua do Rio de Janeiro resolveram se unir à Federação das Cooperativas de Catadores do Estado do Rio. O resultado foi bom para os dois lados: o volume de latinhas de alumínio coletadas este ano foi cerca de 15% maior do que o registrado no ano passado, o que, em outras palavras, significa maior renda aos catadores e ruas mais limpas na cidade após a passagem dos foliões. Nos seis dias de festa, desde a última sexta-feira até a Quarta-feira de Cinzas, foram recolhidos 8,5 mil quilos do material. A parceria também evitou que as latinhas fossem descartadas como lixo comum. Em geral, este produto leva 300 anos para se decompor.
Além da parceria para o carnaval de rua, a prefeitura do Rio também se uniu à Liga Independente das Escolas de Samba e a nove cooperativas de catadores de diversos pontos da cidade para a coleta das latinhas no sambódromo. O local onde são encontradas mais latinhas jogadas no chão, segundo os catadores, são as arquibancadas. Atualmente, o Brasil é o país que mais recicla latas no mundo, segundo a Associação Brasileira de Alumínio. Em 2009, foram reaproveitadas 12,4 bilhões de unidades. O processo de reciclagem do alumínio consome apenas 5% da energia necessária para produção de alumínio primário.
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