Novo estudo publicado na Royal Society Publishing sobre evolução das baleias de barbatana, conduzido pelo professor Mark Springer da Universidade da Califórnia, demonstra, pela primeira vez, o percurso evolutivo da formação desses grandes animais filtradores.
Segundo os pesquisadores, fósseis e genomas das baleias de barbatana ajudam na sustentação da teoria de adaptação de seus órgãos filtradores bucais ao invés de dentes mineralizados, característica dos mamíferos e dos ancestrais dos cetáceos. A pesquisa indica que a filtração possibilitou às baleias ocupar, no passado, um nicho ecológico vago, o da filtração de zôoplancton e de pequenos peixes nas águas oceânicas. Dessa forma, pela desativação do equipamento genético de formação de esmalte nos dentes, os ancestrais dessas baleias formaram seus aparelhos filtradores aos invés de dentes consolidados e puderam evoluir para os maiores mamíferos do planeta.
Para maiores informações: Royal Society Publishing
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