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Essas massas de ar frias e secas invadiram o continente sul-americano e permaneceram por até sete dias no país, sendo seguidas de outras, que completaram as mais de duas semanas de frio. Somadas ao fato de estarmos na estação de inverno, com as noites mais longas do ano, permitiram que as temperaturas diminuíssem, principalmente durante as madrugadas e o amanhecer, com formação de geadas e até precipitação de neve em pontos altos do relevo (como nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina).
Embora esse evento, de temperaturas muito baixas e até negativas em alguns locais, tenha sido classificado como o frio mais longo da última década, pela quantidade de dias consecutivos que persistiu, ele não é anômalo e nem inesperado. Muito pelo contrário, é uma situação típica de inverno para a América do Sul, já que as regiões polares continuam a fornecer águas frias e ar frio para as regiões tropicais, como explica o climatologista e professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Francisco Aquino (áudio abaixo). Além disso, não invalida o aquecimento global em curso e nem as médias de temperaturas mais elevadas que estamos experimentando nos últimos anos para todas as estações do ano (inverno, primavera, verão e outono).
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