Notícias

Energia eólica é estrela de leilões de energia

Nos leilões dos dias 17 e 18 de agosto, mais de 240 empreendimentos, entre 321, são parques geradores de energia produzida pelo vento.  

Flávia Moraes ·
15 de agosto de 2011 · 11 anos atrás

Flávia Moraes

Turbinas eólica de Porto das Dunas, Aquiraz, Ceará. Crédito: Lia Bravo
Turbinas eólica de Porto das Dunas, Aquiraz, Ceará. Crédito: Lia Bravo
Nos dias 17 e 18 de agosto serão realizados, pelo Governo Federal, os leilões de energia A-3 e de Reserva de 2011. A maior quantidade de projetos e de oferta habilitados são de fonte eólica, com 240 parques geradores e uma capacidade de 6.052 MW. As outras fontes que participam desses leilões são as termelétricas movidas à biomassa (principalmente de cana-de-açúcar), térmicas a gás natural e pequenas centrais hidrelétricas, além da ampliação da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estão habilitados para essa rodada 321 projetos que somam 14.083 Megawatts (MW) de capacidade de energia — veja tabela abaixo. A energia a ser contratada visa atender o mercado consumidor do país a partir de 2014.

Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, ressalta que o cenário desses leilões ainda não é o ideal. Isso porque fontes distintas concorrem entre si. “Acho que cada uma deveria ter um leilão exclusivo, para criar um mercado próprio, porque elas não têm o mesmo custo e, assim, não tem igualdade de competição”, afirma. Outro ponto que ele destaca sobre esses leilões é o fato de as energias térmicas a gás estarem no mesmo leilão. “Esse tipo de energia é menos poluente que uma termelétrica a óleo ou carvão, mas ainda assim não garante a redução de emissões de gases e ainda concorrem em custos com a eólica. Dependendo de como for a competição entre eólica e a gás não se sabe o que vai acontecer”, critica.

O leilão de energia A-3, dia 17, é aberto a todas as fontes cadastradas, enquanto o leilão de Reserva, a ser realizado no dia seguinte, será voltado exclusivamente para as fontes eólica e biomassa. A assessoria de imprensa da EPE explica que, no A-3 a energia será contratada pelas distribuidoras, para atender aos seus mercados consumidores. Já no de Reserva, a contratação será feita pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que só negociará a energia com as distribuidoras se houver uma necessidade de geração extra.

{iarelatednews articleid=”25211,25201,25225″}


  • Flávia Moraes

    Jornalista, geógrafa e pesquisadora especializada em climatologia.

Leia também

Notícias
20 de maio de 2022

Alto custo é principal barreira para visitação de parques

De acordo com estudo, alto custo da viagem, distância e falta de informações disponíveis são os principais obstáculos para visitação de parques naturais

Notícias
20 de maio de 2022

Presidenciáveis recebem plano para reverter boiadas ambientais de Bolsonaro

Estratégia ‘Brasil 2045’ propõe medidas para reconstruir política ambiental brasileira e fazer país retomar posição de liderança global em meio ambiente

Análises
20 de maio de 2022

O dilema de Koniam-Bebê

Ocupação indígena no Parque Estadual Cunhambebe realimenta falsa dicotomia entre unidades de conservação e territórios indígenas

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Comentários 1

  1. Cássio Garcez diz:

    Brilhante análise, Beto. Parabéns e obrigado por ela.