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Segundo trimestre apresenta um aumento de 4,2% no consumo de energia

Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica indica os setores comercial e residencial como os responsáveis pelo acréscimo no consumo energético.

Flávia Moraes ·
31 de outubro de 2011 · 10 anos atrás
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) anunciou um acréscimo de 4,2% no consumo de energia elétrica para o segundo trimestre deste ano, se comparado ao mesmo período de 2010. O crescimento dos setores comercial e residencial entre julho e setembro, respectivamente, 8,1% e 6,4% impulsionaram o resultado positivo. Só no mês de setembro, o consumo nacional de energia elétrica na rede somou 36.699 gigawatts-hora (GWh).

O Relatório Mensal do Mercado de Energia Elétrica mostra que de todos os trimestres de 2011, este último foi o que apresentou um maior crescimento do consumo residencial de energia (ver Gráfico 1). A EPE acredita que esse fato se explica pelo crédito difundido à população, as boas condições do mercado de trabalho e a taxa de desocupação, que declina a cada ano.

No comércio, o estudo indica o melhor desempenho dos últimos 5 anos, com registro de consumo de 17,6 terawatts-hora (TWh) (ver Gráfico 2). Dividindo por região, o Centro-Oeste destaca-se como a de maior crescimento no setor comercial: 14,1% no Distrito Federal e 15,3% no Mato Grosso. O Sudeste, marcou crescimento de 7,5%; o Sul teve como mais significativo os valores de Santa Catarina, com 10,7% e no Nordeste, o destaque foi o crescimento de 10,6% em Pernambuco.

Na indústria, o aumento do consumo de energia foi tímido, mantendo os mesmos 2% do segundo trimestre. Esse crescimento só ocorreu pelo desempenho da atividade industrial nas regiões Norte e Centro-Oeste, que expandiram além das demais regiões do país, respectivamente, 7% e 18%.


  • Flávia Moraes

    Jornalista, geógrafa e pesquisadora especializada em climatologia.

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Comentários 2

  1. Nanda diz:

    1. Obrigado, Nanda! 🙂
      Fica ligada que essa é só a primeira reportagem do especial Mata Atlântica: novas histórias. Ainda vem muito mais por aí e você pode acompanhar na página do especial – https://oeco.org.br/especial/mataatlantica/
      Abs