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Carbono florestal na Bahia é referência para estudo sobre MDL

Estudo realizado no Brasil deve subsidiar proposta de revisão do padrão de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para a segunda fase de Kyoto.  

Flávia Moraes ·
26 de agosto de 2011 · 15 anos atrás
Recuperação da Mata Atlântica na Bahia. Crédito: Enrico Marone

O projeto Corredor Monte Pascoal-Pau Brasil (CMPPB) na região de Porto Seguro/BA, será objeto de análise para um estudo do Governo Japonês, o qual vai verificar que passos ainda teriam que ser dados para que esse projeto entre no padrão MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) para atividades florestais. Atualmente, o projeto, que prevê a recuperação de 4 mil hectares de Mata Atlântica, é voltado para o mercado voluntário de carbono. O consultor do Instituto BioAtlântica, Beto Mesquita, explica que o problema de participarem apenas do mercado voluntário de carbono está no fato de que “os projetos que não estão no mercado oficial, com padrão MDL, não podem ser computados nos compromissos formais que cada país tem na redução de carbono. O mercado voluntário, do qual já participamos, serve para transações entre empresas, mas não para os compromissos do Protocolo de Kyoto”.

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O que dificulta, até hoje, os projetos de carbono florestal a entrarem no MDL são os altos custos. A partir do estudo do governo japonês, a ser realizado entre setembro de 2011 e fevereiro de 2012, vai se comparar os padrões aplicados no CMPPB com os atuais do MDL para subsidiar uma proposta de revisão deste último. “Dessa forma, seria possível que na segunda fase de Kyoto mais projetos brasileiros de redução de carbono pudessem ser considerados”, afirma Mesquita.

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O CMPPB já está em andamento a três anos, período no qual já foi possível recuperar 300 hectares de floresta (aqui pode relacionar com a foto da recuperação da Mata). Ao final, deve-se reconectar dois importantes parques nacionais que têm simbolismo para o Brasil: o Monte Pascoal, que foi o primeiro ponto avistado pelos navegadores no descobrimento do país, e o Pau Brasil, espécie que nomeou o Brasil.

O estudo será realizado através de uma parceria entre o IBio, a consultoria ambiental WayCarbon, e o Centro Japonês Internacional de Cooperação e Promoção da Silvicultura (JIFPRO, sigla em Inglês).

Veja também: Resumo do projeto CMPPB (em inglês)

 

  • Flávia Moraes

    Jornalista, geógrafa e pesquisadora especializada em climatologia.

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