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Livro conta a trajetória de sucesso do projeto Arara Azul

Um dos maiores casos de sucesso de recuperação de população de espécie ameaçada de extinção agora pode ser lido e visto em belas fotos.

Redação ((o))eco ·
24 de agosto de 2012 · 9 anos atrás

Campo Grande (MS) – Um dos maiores casos de sucesso de recuperação de população de espécie ameaçada de extinção virou livro. Quem assina a publicação “Joias azuis no céu do Pantanal” é a bióloga doutora Neiva Guedes, idealizadora do projeto Arara Azul. A obra também traz fotografias de Luciano Candisani.

O lançamento será no dia 29 de agosto, às 19h30, no auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, à avenida Calógeras, 3.000, na capital sul-mato-grossense.

O Projeto Arara Azul teve início em 1990 com o objetivo de estudar a biologia e as relações ecológicas da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), através do manejo e promovendo a conservação da espécie em seu ambiente natural. Ele compreende o acompanhamento das araras e o monitoramento de ninhos naturais e artificiais, em uma área de mais de 400 mil hectares espalhada que inclui várias fazendas no Pantanal. Parte do trabalho é aproximar os proprietários locais do esforço.

Quando começou, apenas 3 mil animais viviam entre o Pantanal, floresta Amazônica e uma pequena região na confluência entre os Estados do Maranhão, Piauí, Goiás, Tocantins e Bahia. As populações do Paraguai e da Bolívia já haviam praticamente desaparecido pela ação dos traficantes.

Em 1990, a população no Pantanal era estimada em 1.500 indivíduos. Hoje, são mais de 5.000, aumento superior a 3 vezes. A presença da arara-azul-grande também está se expandindo para locais onde não era encontrada.

Além da que o nomeia, o projeto contempla outras espécies: araras vermelhas, tucanos, gaviões, corujas, pato-do-mato e outras espécies que coabitam o Pantanal.

A realização do Arara Azul é feita pelo Instituto Arara Azul e parceiros. Entre eles, a Fundação Toyota do Brasil, Universidade Anhanguera Uniderp, Refúgio Ecológico Caiman e Bradesco Capitalização. A partir da próxima quarta-feira (29), o livro estará disponível à venda em todo o Brasil. Mais informações no próprio site do instituto.

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Comentários 1

  1. Paulo diz:

    Hoje temos o Parque Nacional da Serra do Itajaí (PNSI), com os seus 57 000 hectares em Santa Catarina, sem a presença da Anta/Tapir(
    Tapirus terrestris), sem a jacutinga (Aburria jacutinga), com populações na berlinda da endogamia para os porcos queixadas, caititus e cervos do gênero Mazama. Também na escassez para os demais cracídeos, tinamiformes, roedores como as paca (agouti paca), tucanos, bugios, etc…….

    Área temos.