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Greenpeace protesta contra leilão de térmicas a carvão

Ativistas despejaram 1,5 tonelada de carvão em frente ao prédio do Ministério de Minas e Energia, contra o retorno das térmicas aos leilões.

Redação ((o))eco ·
28 de agosto de 2013 · 8 anos atrás

Em protesto contra o retorno das térmicas a carvão, ativistas do Greenpeace despejaram carvão em frente ao Ministério de Minas e Energia. Foto: Elza Fiúza/ABr
Em protesto contra o retorno das térmicas a carvão, ativistas do Greenpeace despejaram carvão em frente ao Ministério de Minas e Energia. Foto: Elza Fiúza/ABr
 

Fantasiados de mineradores, com macacão cor de abóbora e capacete de proteção, ativistas do Greenpeace despejaram na manhã desta quarta-feira (28) uma tonelada e meia de carvão em frente ao prédio do Ministério de Minas e Energia, em Brasília. O ato foi um protesto contra o retorno das usinas termelétricas a carvão no Leilão de Energia, marcado para amanhã (29).

Uma faixa com o slogan “Lobão, carvão no leilão não!” foi pendurada e os ativistas encenaram um leilão de energia. Uma carta contra a participação das usinas térmicas no leilão de energia foi entregue a um ativista caracterizado como o ministro Edison Lobão. Leia a carta na íntegra.

O objetivo do ato foi chamar atenção para o leilão A-5, que prevê a contratação antecipada de energia elétrica que só começará a ser produzida em 2018. O leilão será operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e participam dele 36 projetos: uma usina hidrelétrica (UHE Sinop), três usinas termelétricas a carvão, 16 termelétricas a biomassa e 16 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

FONTE Nº de Projetos Oferta de Energia (MW)
Termelétricas a Biomassa 16 919
Termelétricas a Carvão 3 1840
Hidrelétricas (abaixo de 50 MW) 16 376
Hidrelétricas 1 400
TOTAL 36 3.533

As termelétricas a carvão lideram a oferta de energia. Os três projetos habilitados possuem capacidade instalada de 1.840 MW, 52% da energia ofertada, cujo total será de 3.535 MW.

“A decisão de trazer o carvão de volta à matriz energética é injustificável. O governo insiste em retroceder a largos passos e evidencia uma visão míope e limitada ao curto prazo […]”. “Enquanto o mundo inteiro busca formas mais limpas de gerar energia, o Brasil ignora seu imenso potencial de fontes renováveis – como solar, eólica e biomassa – para optar pela fonte mais suja de todas,” critica Renata Nitta, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

Coincidentemente, foi apresentado ontem o 3º relatório [R]evolução Energética, do Greenpeace, onde afirma que o Brasil poderia avançar no uso de fontes renováveis, como eólica, solar fotovoltaica, solar heliotérmica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas e que investimentos nessa área faria o país chegar a 66,5% de fontes renováveis em 2050.

 

 

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