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Cerrado: boas práticas no manejo da palmeira Gueroba

Publicação oferecida gratuitamente no site Cerratinga faz parte da série “Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável”. Confira.

Redação ((o))eco ·
9 de dezembro de 2013 · 13 anos atrás

Empadão Goiano, pé de moleque de coco Gueroba, licores, doces, óleo de cozinha. Da palmeira Gueroba (ou Gariroba) se aproveita quase tudo e é essa versatilidade o tema da nova publicação do portal Cerratinga “Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável da Gueroba”.

Voltada para produtores agroextrativistas, organizações de base comunitária e instituições de pesquisa, a cartilha tem 88 páginas e traz informações sobre beneficiamento de frutos, gestão de pequenos projetos e ainda sobre normas para a regularização de agroindústrias comunitárias.

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Conhecida como a palmeira do Cerrado, a Gueroba pode ser encontrada nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

A palmeira (Syagrus oleracea) chega a atingir até 20 metros de altura. Por estar presente em 16 estados, a gueroba também é conhecida pelos nomes gueiroba, gariroba, gairoba, jaguaroba, catolé, pati, pati-amargosa, coqueiro-amargoso e palmito-amargoso.

De acordo com o site Cerratinga, a palmeira produz entre 4 e 8 cachos, sendo que cada cacho possui em média 217 cocos. Cada coco possui, em média, 35 g. É do coco que se retira a amêndoa, utilizada para fazer doce, óleo de cozinha e sabão. O óleo da polpa também é comestível e o palmito é considerado verdura de sabor amargo, o que deu origem ao nome da árvore, vinda da palavra gwarai-rob, que em tupi significa indivíduo amargo. Os frutos da gueroba aparecem entre os meses de julho e janeiro.

“A gueroba possui potencial para o desenvolvimento de vários produtos, por meio do aproveitamento de seu palmito, da polpa, das amêndoas, do óleo da polpa, do óleo das amêndoas, da farinha das amêndoas e do caroço do coco”, afirma a publicação.

Além dessas funções, a gueroba é usada para ornamentar jardins, parques e praças. O principal desafio para a proteção da Gueroba é o desmatamento do Cerrado, associado ao extrativismo predatório para a extração de palmito, que já reduziu drasticamente os guerobais nativos.

O objetivo da publicação é informar sobre o cultivo responsável para a comercialização de produtos a base de gueroba. Ela está disponível de graça para download.

 

 

Saiba Mais
Gueroba – Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável

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