Empadão Goiano, pé de moleque de coco Gueroba, licores, doces, óleo de cozinha. Da palmeira Gueroba (ou Gariroba) se aproveita quase tudo e é essa versatilidade o tema da nova publicação do portal Cerratinga “Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável da Gueroba”.
Voltada para produtores agroextrativistas, organizações de base comunitária e instituições de pesquisa, a cartilha tem 88 páginas e traz informações sobre beneficiamento de frutos, gestão de pequenos projetos e ainda sobre normas para a regularização de agroindústrias comunitárias.
Conhecida como a palmeira do Cerrado, a Gueroba pode ser encontrada nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
A palmeira (Syagrus oleracea) chega a atingir até 20 metros de altura. Por estar presente em 16 estados, a gueroba também é conhecida pelos nomes gueiroba, gariroba, gairoba, jaguaroba, catolé, pati, pati-amargosa, coqueiro-amargoso e palmito-amargoso.
De acordo com o site Cerratinga, a palmeira produz entre 4 e 8 cachos, sendo que cada cacho possui em média 217 cocos. Cada coco possui, em média, 35 g. É do coco que se retira a amêndoa, utilizada para fazer doce, óleo de cozinha e sabão. O óleo da polpa também é comestível e o palmito é considerado verdura de sabor amargo, o que deu origem ao nome da árvore, vinda da palavra gwarai-rob, que em tupi significa indivíduo amargo. Os frutos da gueroba aparecem entre os meses de julho e janeiro.
“A gueroba possui potencial para o desenvolvimento de vários produtos, por meio do aproveitamento de seu palmito, da polpa, das amêndoas, do óleo da polpa, do óleo das amêndoas, da farinha das amêndoas e do caroço do coco”, afirma a publicação.
Além dessas funções, a gueroba é usada para ornamentar jardins, parques e praças. O principal desafio para a proteção da Gueroba é o desmatamento do Cerrado, associado ao extrativismo predatório para a extração de palmito, que já reduziu drasticamente os guerobais nativos.
O objetivo da publicação é informar sobre o cultivo responsável para a comercialização de produtos a base de gueroba. Ela está disponível de graça para download.
Saiba Mais
Gueroba – Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável
Leia Também
Site Cerratinga reúne informações sobre a Caatinga e Cerrado
Passeio gastronômico pelo Cerrado
Cozinha da Amazônia: delícias que vão além do açaí
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Situação política e interesses estrangeiros ameaçam o Guaíba, no Rio Grande do Sul
Nova fábrica de celulose que poderá agravar a poluição do Guaíba (RS) tem a simpatia de políticos gaúchos de vários partidos →
Profetas do tempo: sabedoria, sinais e futuro no sertão da abundância
Saberes ancestrais e inovações sociais constroem um futuro sustentável no interior do Piauí. Primeiro episódio: A cultura cria raízes →
Parlamentares lutam para impedir o desmonte de um projeto de observação oceânica avaliado em US$ 386 milhões feito pelo governo Trump
Parlamentares pressionam a Fundação Nacional de Ciência a interromper o desmonte da Ocean Observatories Initiative, uma rede de monitoramento oceânico de US$ 386 mi que está sendo descontinuada pelo governo Trump →
