Notícias

Europa suspende uso de pesticidas nocivos às abelhas

Comissão Europeia proíbe por 2 anos o uso de 3 agrotóxicos apontados como responsáveis pelo desaparecimento dos polinizadores.

Redação ((o))eco ·
2 de maio de 2013 · 13 anos atrás
Abelhas: essencial para a produção de alimentos. Foto: wikimédia
Abelhas: essencial para a produção de alimentos. Foto: wikimédia

Com o respaldo de 15 países membros, a Comissão Europeia proibiu por 2 anos o uso de 3 pesticidas apontados como responsáveis pelo desaparecimento de abelhas, um problema que afeta a produção de alimentos, já que são elas as responsáveis por pelo menos 73% da polinização das plantas, de acordo com estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), publicado em 2004.

A moratória começará a valer em 1º de dezembro deste ano. O anúncio foi feito na última segunda-feira (29) e proíbe a comercialização de pesticidas à base de clotianidina, imidacloprid e tiametoxam. Oito países votaram contra a suspensão dos agrotóxicos e 4 se abstiveram.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



As 3 substâncias poderão ser usadas apenas em plantações que não atraem abelhas ou outros polinizadores. A suspensão do uso foi baseada num relatório da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), após concluir que os agrotóxicos analisados são um risco para as abelhas e, portanto, deve ter o uso limitado.

Produzidas principalmente pela Bayer, da Alemanha, e a Syngenta, da Suíça, as 3 substâncias são eficientes nos controles de pragas. Os fabricantes se defendem dizendo não haver estudos que comprovem a ligação direta entre o uso das substâncias com o desaparecimento dos polinizadores, conhecido com Desordem de Colapso da Colônia (em inglês, de Colony Collapse Disorder – CCD).

Já os ambientalistas reafirmam a importância da medida para a proteção das abelhas. O grupo Avaaz, que fez a campanha “Emergência Mundial Pelas Abelhas”, em 2011, publicou comunicado comemorando a decisão. Inúmeros protestos foram feitas pedindo a restrinção das substâncias agora proibidas.

Em defesa das abelhas também no Brasil

No Brasil, o Ibama começou a reavaliar 4 agrotóxicos ligados ao desaparecimento de abelhas em julho do ano passado e proibiu a pulverização aérea com Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil.

Por pressão dos produtores rurais, que afirmaram não ter tempo para se adequar a normativa, as regras foram flexibilizadas, com regras especiais para as culturas de soja, trigo, arroz, algodão e cana-de-açúcar.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
20 de julho de 2012

Ibama estuda proibir agrotóxicos nocivos às abelhas

Processo com estudo e restrições a 4 componentes de agrotóxicos suspeitos de contribuírem para a morte ou deformação desses polinizadores

Salada Verde
8 de janeiro de 2013

Governo flexibiliza uso de agrotóxicos nocivos a abelhas

Após pressão de setores rurais, Ibama modifica normas sobre pulverização aérea de substâncias ligadas a desaparecimento de polinizadores.

Notícias
3 de abril de 2026

Economista sugere criação de ‘pix climático’ para famílias afetadas por enchentes e deslizamentos

Proposta surgiu durante encontro promovido pela ong RioAgora.org, que reuniu especialistas para debater propostas para os candidatos ao governo do RJ

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.