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Boletim: em meio à hostilização de Txai Suruí por discurso, Brasil recebe antiprêmio na COP 26

A jovem indígena, que discursou na Cúpula dos Líderes, foi criticada por Bolsonaro e virou alvo de discurso de ódio nas redes. Em entrevista, Txai Suruí fala sobre ameaças e "projeto de morte" do Brasil

Redação ((o))eco ·
6 de novembro de 2021

Neste sábado (06), o Brasil recebeu o “prêmio” nem um pouco honroso de Fóssil da Semana, concedido pela Climate Action Network (CAN) – formada por mais de 1.500 organizações ambientalistas – por conta do tratamento “tenebroso e inaceitável” dado aos povos indígenas. A má conduta do governo brasileiro foi ilustrada pela reação hostil de membros do governo à ativista Txai Suruí, que discursou na na Cúpula dos Líderes na segunda-feira (1º), onde reforçou a importância dos povos indígenas estarem na linha de frente da emergência climática. A jovem de 24 anos foi hostilizada por um representante do Ministério do Meio Ambiente logo após do seu discurso, e criticada em pronunciamento pelo próprio presidente, Jair Bolsonaro. A reboque do governo, a ativista também tem recebido ameaças e sido alvo de discurso de ódio na internet.

Escute o sétimo episódio do podcast feito por Felipe Werneck e Claudio Angelo, do Observatório do Clima, para ((o))eco, com uma entrevista exclusiva com a ativista Txai Suruí. Escute:

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