Notícias

China fecha o cerco ao comércio de marfim

No último domingo de 2017, o governo chinês anunciou que o comércio de marfim está totalmente proibido no país. Com a decisão, todas as fábricas de escultura e varejistas de marfim irão fechar

Sabrina Rodrigues ·
2 de janeiro de 2018 · 8 anos atrás
A China é o maior consumidor mundial de marfim. Foto: Matthias Rosenkranz.
A China é o maior consumidor mundial de marfim. Foto: Matthias Rosenkranz.

 

O ano de 2018 começa com uma boa notícia para a conservação. É que no último domingo do ano de 2017 (31), a China proibiu totalmente o comércio de marfim. O anúncio foi feito pelo Ministério das Florestas, que afirma que a proibição inclui o comércio eletrônico e os suvenires obtidos no exterior.

A China é considerada o maior consumidor mundial de marfim, legal e ilegal, e desempenha um papel importante no abate anual de cerca de 30.000 elefantes africanos por caçadores. O marfim é utilizado na produção de bugigangas, pauzinhos e outros itens ornamentais, além de ser um ingrediente na fabricação de remédios usados da “medicina” chinesa.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



A medida ocorre dois anos depois de uma promessa conjunta com os Estados Unidos. Em 2015, o presidente chinês, Xi Jiping, seguido do então presidente Barack Obama decidiram proibir o comércio interno de marfim. Com a decisão, todas as fábricas de escultura e varejistas de marfim com sede no governo da China irão fechar. A proibição de marfim dos EUA entrou em vigor em junho de 2016. A entrada em vigor da China em 31 de dezembro de 2017.

Uma proibição internacional do comércio de marfim entrou em vigor em 1990, mas a China continuou a permitir – e até mesmo promover – vendas de marfim dentro de suas fronteiras.

A Administração Florestal Estadual da China, a agência encarregada de impor a nova proibição, está iniciando uma campanha para garantir que os cidadãos do país tenham conhecimento da lei.

Ambientalistas entenderam a medida como uma demonstração do compromisso chinês de acabar com o seu protagonismo na epidemia de caça furtiva que atinge os elefantes da África.

*Editado em 04/01/2018, às 16h58.

 

Leia Também

China decide proibir comércio de marfim em 2017

Hong Kong quer acabar com o comércio de marfim

Morto por um chifre: caça de rinocerontes bate recorde

 

  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
13 de janeiro de 2012

Morto por um chifre: caça de rinocerontes bate recorde

Na África do Sul, caça ilegal de rinocerontes aumenta 4 vezes entre 2009 e 2011, tudo por conta do preço do chifre no mercado negro.

Salada Verde
29 de junho de 2017

Hong Kong quer acabar com o comércio de marfim

Em meio às críticas contra a matança de elefantes, governo enviou um projeto de lei proibindo o comércio na região. Decisão está nas mãos do legislativo

Salada Verde
2 de janeiro de 2017

China decide proibir comércio de marfim em 2017

Com a medida, o país visa proteger os elefantes. Anúncio foi comemorado pelos ambientalistas, que destacaram a decisão como histórica

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.