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Greenpeace divulga as primeiras imagens dos Corais da Amazônia

A descoberta do recife de 9.500 km² de extensão localizada na costa do Amapá surpreendeu os cientistas por tamanha riqueza. Mas, as companhias de petróleo planejam perfurar a área

Sabrina Rodrigues ·
30 de janeiro de 2017 · 5 anos atrás
Foto: ©Greenpeace
Imagens mostram o que está em risco caso empresas explorem petróleo na região. Foto: ©Greenpeace

Após quase uma semana de viagem, o Greenpeace divulgou no final de semana as primeiras imagens do recife de coral da bacia sedimentar da Foz do rio Amazonas, que se estende entre a costa do Amapá, passando pela costa do Maranhão até a Guiana Francesa. São 9.500 km² de extensão de um ecossistema descoberto apenas no ano passado.

Submerso pela água barrenta, nos recifes na costa amazônica predominam esponjas e algas calcárias, que se adaptam melhor à falta de luz. A descoberta foi publicada na edição de 18 de abril de 2016, da revista científica Science, por uma equipe de pesquisadores brasileiros e americanos.

A expedição agora realizada pela ONG Greenpeace tem como objetivo divulgar a importância do recife descoberto, que já sofre pressão de petrolíferas. Pelo menos três empresas já solicitaram licença para perfurar poços na bacia da foz do Amazonas.

“Ainda pouco conhecemos esse ecossistema e um vazamento poderia ser desastroso. Um dos blocos de petróleo está a apenas oito quilômetros do recife. Devemos defender toda a região da bacia da foz do rio Amazonas da ganância corporativa que coloca o lucro à frente do meio ambiente. Os processos de licenciamento ambiental já estão a caminho”, afirma Thiago Almeida, da campanha de Energia do Greenpeace Brasil.

Registros

A 220 metros de profundidade, a mais de 100 quilômetros da costa brasileira, foram vistos recifes com esponjas, corais e rodolitos (algas calcárias), expondo para as lentes suas cores e formas. Também foram avistados peixes como o atum e a cioba e peixes herbívoros, comprovando a presença de algas, apesar da pouca luz do sol que chega até lá. “Ali existe um ecossistema bem diverso. Em boa parte do recife, o chão é cheio de vida. Estou me sentindo como alguém que volta de outro planeta”, conta Ronaldo Francini Filho, professor de Biologia Marinha da Universidade Federal da Paraíba, que participou da expedição junto com as equipes do Greenpeace Brasil e Estados Unidos.

 

Foto: ©Greenpeace
Foto: ©Greenpeace
Foto: ©Greenpeace
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Foto: ©Greenpeace
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Foto: ©Greenpeace
Foto: ©Greenpeace

 

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  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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Comentários 2

  1. Chato de Galocha diz:

    Parei de ler em "Greenpeace"…


  2. paulo diz:

    Dindin, para eles, resto é resto (gentalha).