Análises
26 de junho de 2006

Os peixes do Pantanal pedem água IV

De Fernando Paciello Junior Delegado de Policia - Assessor de Comunicação e Imprensa Polícia Civil de Mato Grosso do Sul Caro Marcos Sá Corrêa. Realmente, ainda jorra a fonte da prodigalidade brasileira. Ela já teve mais vida nos manguezais, na Mata Atlântica, nos cerrados, na floresta amazônica e em outros sistemas. Agora, com relação ao pantanal, verificamos o “milagre brasileiro da subtração dos peixes”. A pesca de forma irregular praticada por alguns pescadores profissionais, utilizando espinheis, anzol de galho, redes e tarrafas para capturar os peixes, é a marca dessa “economia predatória”. Essa pratica é materializada através das inúmeras apreensões de petrechos proibidos, divulgada frequentemente pela mídia de nossa região. Como se não fosse suficiente, existe o relatório estatístico da Policia Militar Ambiental, apontando o elevado número desses crimes ambientais. Procurando coibir a pratica desses criminosos profissionais, digo, pescadores profissionais que depredam os rios, a nossa Policia Militar Ambiental, durante a piracema, adotou o patrulhamento dos rios monitorando os cardumes, evitando que sejam alvo fácil de uma rede ou tarrafa. É a eficiência do trabalho preventivo. Ocorre, porém, que alguns entendidos pretendem balizar suas teorias através de controles de lacres feitos em postos de fiscalização, o que é irreal, haja vista que boa parte do pescado capturado de forma ilícita e predatória não passa pela fiscalização. As ações só terão sucesso quando o nível de conhecimento, a clareza dos objetivos e a experiência da equipe técnica, trabalhando com levantamento e estudos e monitorando os recursos pesqueiros, for aplicada. A proposta da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul tem essa preocupação. Parabéns pela matéria e pelo “O Eco”.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2006
Notícias
26 de junho de 2006

Selvageria

Búfalos selvagens estão tomando conta do Vale do Guaporé, em Rondônia. A manada começou com 30 cabeças introduzidas no estado na década de 1950 para produção de leite e carne. O resultado foi desastroso. Os animais foram soltos na floresta e já existem ali cerca de quatro mil cabeças, absolutamente indóceis e violentas. Segundo o jornal Correio Braziliense, os bichos têm chifres de dois metros, pesam uma tonelada (o que só permite que sejam abatidos com tiros de fuzil) e ficam ainda mais nervosos quando perdem lutas pela disputa de fêmeas. Pesquisadores da Embrapa tentam encontrar uma solução para o problema, mas não conseguem capturar os animais, que atacam qualquer coisa que se aproxime, inclusive helicópteros e tratores.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2006
Notícias
26 de junho de 2006

A sete palmos

O Japão pretende entrar na luta contra o aquecimento global enterrando os gases de suas indústrias. A idéia é comprimir o CO2 até que ele atinja sua forma líquida e depois injetá-lo em reservatórios subterrâneos, como lençóis freáticos e fissuras nas rochas. Planeja-se sumir com 200 milhões de toneladas de carbono por ano até 2020, o que significaria o corte de um sexto das emissões japonesas. Segundo a agência Associated Press, a proposta ainda precisa passar por mais estudos. Canadá, Noruega e Argélia têm projetos parecidos, mas pequeninos diante das intenções orientais – eles dão conta de apenas um milhão de toneladas anuais de CO2.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2006
Notícias
26 de junho de 2006

Machos de Tróia

Uma fábrica na Bahia vai começar a produzir 200 milhões de moscas estéreis por semana. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, objetivo é impedir que insetos saudáveis copulem e gerem larvas – verdadeiras pragas à produção de frutas no mundo inteiro. A estratégia é disponibilizar os machos de laboratório no ambiente. Ao procurarem as fêmeas, não conseguirão se reproduzir.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2006
Notícias
26 de junho de 2006

Pioneiro

O glaciólogo J. C. Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi o primeiro brasileiro a chegar ao pólo Sul geográfico por terra,...

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2006
Notícias
26 de junho de 2006

Voando para baixo

Em setembro acontece no Brasil uma competição de Flugtag (“dia do vôo”, em alemão). O esporte inventado na Áustria consiste na confecção de aviões...

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2006
Reportagens
24 de junho de 2006

Agora vai?

Depois de 41 anos do Código Florestal, São Paulo ganha decreto para regulamentar reserva legal. Ambientalistas dizem que a medida vai ser exemplo para o país.

Por Aline Ribeiro
24 de junho de 2006
Reportagens
23 de junho de 2006

Macaquinho sob estresse

Crescimento de Manaus acaba com 5 mil hectares de áreas verdes por década e põe em risco o sauim-de-coleira, espécie endêmica dos arredores da capital amazonense

Por Vandré Fonseca
23 de junho de 2006
Salada Verde
23 de junho de 2006

Fundo do poço

Desde quinta-feira, dia 22, o reservatório da Usina Hidrelétrica de Campos Novos, no Rio Canoas, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, encontra-se quase vazio. O motivo é a abertura das comportas no túnel de desvio

Por Salada Verde
23 de junho de 2006
Notícias
23 de junho de 2006

Eles de novo

A composição do consórcio que construiu Campos Novos é muito semelhante ao que ergueu a polêmica usina de Barra Grande, no Rio Pelotas: Camargo Correa, Banco Bradesco, CPFL e Companhia Brasileira do Alumínio-CBA. Planejada para gerar 880MW/h, a usina começaria a funcionar em fevereiro. Algo que não aconteceu.

Por Redação ((o))eco
23 de junho de 2006
Notícias
23 de junho de 2006

Pura sorte

Há 15 dias, o MAB havia enviado uma carta ao consórcio que dirige a Enercan alertando sobre os riscos do vazamento, mas não recebeu resposta. Mas na última segunda, dia 19, a rachadura aumentou levando técnicos da Camargo Corrêa a Campos Novos. Já não havia solução e as comportas tiveram que ser abertas. A International Rivers Network (IRN), que também assinou a carta de alerta com o MAB, considera “sorte” ninguém ter morrido no esvaziamento de Campos Novos. A avaliação é que se não fosse período de estiagem a inundação na bacia do Rio Pelotas seria bem mais forte. Segundo a Ong há notícias de famílias que perderam casas e plantações.

Por Redação ((o))eco
23 de junho de 2006

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