Colunas
23 de dezembro de 2004

Carnatal

Com pinheirinho de plástico ou artificial, o Natal virou um carnaval onde vale tudo. Até elefante branco boiando em lixo com rótulo de projeto cultural.

Por Silvia Pilz
23 de dezembro de 2004
Notícias
23 de dezembro de 2004

Liberou

Como vem acontecendo com a regulamentação ambiental americana todos os anos desde que George Bush foi eleito, ela sofreu nova modificação às vésperas do Natal e do Ano Novo. Não é para dar um presente ao país, mas para evitar resistências políticas a mudanças que em geral relaxam as restrições à atividades econômicas dentro de áreas protegidas. Agora, a Casa Branca relaxou as regras de exploração econômica em Parques e Florestas Nacionais, informa o The New York Times (gratuito, pede cadastro). Descentralizou a gestão do sistema em favor da direção de cada unidade e reduziu as regras que precisam ser seguidas para a exploração destes recursos naturais.

Por Manoel Francisco Brito
23 de dezembro de 2004
Colunas
22 de dezembro de 2004

Mudaria o Natal ou o clima?

Ele não consta da lista de espécies ameaçadas, mas não resistirá ao aquecimento global. Não existe, mas corre risco de extinção. Ou seja: sobrou até para o Papai Noel.

Por Marcos Sá Corrêa
22 de dezembro de 2004
Notícias
22 de dezembro de 2004

Cercada

O The New York Times (gratuito, pede cadastro) obteve documentos internos da Newmont, maior mineradora de ouro do mundo, que comprovam que os executivos da companhia tinham em 2001 conhecimento de que estavam soltando toneladas de vapor de mercúrio no ar em uma de suas minas na Indonésia. Fecharam-se em copas e não fizeram nada. Devem estar arrependidos. A empresa será alvo de ações judiciais do governo indonésio e virou o principal saco de pancada dos ambientalistas neste final de ano.

Por Manoel Francisco Brito
22 de dezembro de 2004
Colunas
22 de dezembro de 2004

Bomba humana

Os desastres "naturais" são uma reação do ambiente para conter a superpopulação humana. Nossa capacidade autodestrutiva também evita o desequilíbrio total.

Por Marc Dourojeanni
22 de dezembro de 2004
Notícias
21 de dezembro de 2004

Choro

Depois da audiência pública que apresentou à população de Altamira, no Pará, os planos para a criação de unidades de conservação na Terra do Meio, zona do estado que está sendo devastada pelo desmatamento e pela grilagem de terras, representantes de pecuaristas procuraram o pessoal do Ibama. Disseram-se descontentes com a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Verde para Sempre, criada pelo governo federal em novembro. Pediram que a medida fosse revista.

Por Redação ((o))eco
21 de dezembro de 2004
Colunas
21 de dezembro de 2004

Elementar, meu caro

Causas e soluções para muitos de nossos problemas ambientais são elementares. Mas estamos ficando feios, nosso patrimônio natural pobre e nossas matas ralas.

Por Sérgio Abranches
21 de dezembro de 2004
Análises
21 de dezembro de 2004

Hidrelétrica em Corupá – III

De Germano Woehl Jr.Instituto Rã-bugioGuaramirim, SCNa carta dirigida ao jornalista Marcos Sá Correa da Associação “O ECO” (publicada abaixo), o eng. Ney Emilio Clivati fornece evidências de que vão realmente secar a cachoeira da Bruaca (a única maneira de viabilizar o investimento de R$ 27 milhões).O eng. Ney Clivati comete um “pequeno engano” ao apresentar os números da vazão mínima (vazão em período de estiagem) e média, é um erro pequeno, que eu estimo ser por um fator de 10 a 15 vezes, só isso. Claro que no suposto pedido de licenciamento para a ANEEL foram fornecidos os dados corretos (da vazão do rio Bruacas), o que nos tranqüiliza, uma vez que o órgão só pode autorizar o empreendimento se for desviado no máximo 20% da vazão de estiagem (vazão mínima) do rio – e tão pouca água torna inviável um investimento de R$ 27 milhões. Em anexo está a planilha publicada em 1997, na pág. 79 do Atlas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SDM), intitulado “Bacias Hidrográficas do Estado de Santa Catarina – Diagnóstico Geral”. Neste Atlas consta que para o rio Itapocu, em Corupá, a vazão de estiagem é de 3,05 m3/seg (metros cúbicos por segundo). Ora, o rio Bruacas é apenas um dos afluentes do Itapocu contribuindo com 10% a 20%, no máximo, do seu volume, e o eng. Ney Clivati diz que a vazão de estiagem do rio Bruaca é 2,5 m3/seg (acima da cachoeira)! Ou seja, ele quer que a comunidade acredite que o rio Bruacas contribui com 82% da água do Itapocu! Quem já passeou pela área rural de Corupá e observou os vários rios cortados pelas estradas deve facilmente perceber que o número informado não bate.Uma vazão (ou fluxo) de 3 m3/seg, significa uma coluna de água medindo 3x1x1 metros se deslocando num tempo de um segundo, que pode também ser imaginado como o volume (de água) contido em 3 caixas d´água de 1 mil litros cada, dispostas lado a lado, sendo derramadas em 1 segundo, num picar de olhos.Em Jaraguá do Sul, de acordo com o atlas da SDM, a vazão em período de estiagem do Itapocu é de 17,56 m3/seg, isso após receber a contribuição rio Ano Bom, Humbolt, Pedra D’Amolar, dentre outros. Vazão esta que representa a água contida em dezessete caixas e meia de 1000 litros derramadas em 1 segundo. É muita água, não é mesmo? Pois é, o sr. Ney Clivati afirma que a vazão MÉDIA (mensal) do rio Bruacas é de 19,26 m3/seg! Um outro exemplo: supondo uma piscina medindo 6x4x1,5 m, com capacidade para conter 30 m3 (30 mil litros) de água; agora, imaginem essa água sendo despejada durante um segundo, num piscar de olhos! Isso deve dar idéia do que significa a vazão MÉDIA (MENSAL!), de 19,26 m3/seg que eles estimaram para o rio Bruacas. É muita água para o rio Bruacas! Eu conheço bem o rio Bruacas e posso garantir que ele não tem essa vazão média - e nem a vazão mínima de 2,5 m3/seg -, de jeito nenhum, e não precisa ser especialista para verificar isso.

Por Redação ((o))eco
21 de dezembro de 2004
Notícias
21 de dezembro de 2004

Doze anos de solidão

Até domingo, dia 19, quando o assunto saiu no The New Scientist, era uma história sobre extrema solidão na qual ninguém acreditava. Sua popularidade restringia-se ao blogs e foruns da Internet, onde era tratada como inverossímel. Dois dias depois, apareceu na capa do The New York Times. A tristíssima saga da baleia de espécie desconhecida que há pelo menos 12 anos navega em vão pelos oceanos emitindo sons precisos e monótonos em busca de um companheiro é a mais pura verdade. Chamam-na de 52 hertz e nunca foi vista. Cientistas americanos ouviram o bicho pela primeira vez em 1992 e não o deixaram mais sair de perto de suas orelhas. Usando equipamento de vigilância anti-submarino com microfones e sonares, vêm rastreando o movimento do animal nos mares desde então e a única coisa que têm certeza é ele continua sozinho. O canto da baleia está gravado e pode ser ouvido no site da National Ocean and Atmosphere Administration, órgão do governo dos Estados Unidos.

Por Manoel Francisco Brito
21 de dezembro de 2004
Notícias
21 de dezembro de 2004

Redes ao mar

A Grã-Bretanha, informa o Guardian, rejeitou plano para declarar grandes áreas de exclusão para navios pesqueiros nos mares do Norte e da Irlanda. A Comissão Européia acha a medida fundamental para repovoar os estoques de bacalhau. Os ingleses dizem que as estatísticas usadas pelos membros da Comissão estão erradas e que não há causa para tanto alarme.

Por Manoel Francisco Brito
21 de dezembro de 2004

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