Centenas de golfinhos-rotadores, aqueles que giram em torno do próprio eixo quando saltam fora d´água, visitam o Arquipélago de Fernando de Noronha diariamente em busca de um local tranqüilo para descansar, se proteger e reproduzir. Na estação chuvosa, que dura cerca de cinco meses, o local fica ainda mais interessante. É nesta época que os animais têm seus filhotes e, por isso, a incidência de recém-nascidos é maior.
A paz tão procurada pela espécie, entretanto, está cada vez mais distante. Isso porque empresas e turistas interessados na observação da espécie não medem esforços para chegar cada vez mais perto dos grupos de cetáceos. Para eles, isso pode ser fatal.
Há 18 anos, o Projeto Golfinho Rotador – hoje executado pelo Centro Golfinho Rotador e pelo Centro de Mamíferos Aquáticos do Instituto Chico Mendes (ICMBio) – busca reduzir a mortandade da espécie por meio de educação ambiental, ações de conscientização, pesquisas e proposição de medidas de conservação junto aos órgãos de decisão do governo. É certo que muito já foi alcançado, e um exemplo disso é o fato de que a mesma quantidade de animais que era avistada em 1990 pode ser observada atualmente.
No entanto, as pressões sobre a espécie até hoje não foram totalmente solucionadas e, por isso, ações de preservação são tão importantes. Adoção de cotas de barcos, que podem chegar até perto do arquipélago, e fiscalização mais acirrada estão entre as ações propostas pelo projeto sediado em Noronha.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
A restauração na Amazônia começa a sair da meta e entrar na propriedade
O desafio atual é formar capacidades locais para que a recuperação da vegetação nativa tenha permanência, renda e governança →
Estudo revela impacto da poluição do ar nas árvores da Mata Atlântica paulista
O intuito do estudo foi encontrar árvores resilientes à poluição do ar com potencial para o reflorestamento urbano →
Entre a fartura e a escassez, o dinheiro não compra o que a floresta deixou de produzir
Somos todos dependentes dos mesmos ciclos naturais. As mudanças que ameaçam os modos de vida e a produção dos povos da floresta e do campo também afetará quem mora na cidade →


