O Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (INPE) assinou nesta quinta-feira um tratado de cooperação com Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO, em inglês) para estender a metodologia brasileira de monitoramento do desmatamento na Amazônia para a Bacia do Congo. A iniciativa se enquadra em um programa para melhorar a capacidade de países como Gabão, Camarões, República Democrática do Congo, entre outros, de mensurar e reportar suas emissões de gases estufa por desmatamento.
TWITTER |
O acordo foi assinado pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, durante evento na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que ocorre desde segunda-feira em Copenhague , Dinamarca. Segundo ele, a expectativa é que a partir de março, técnicos do instituto já sejam enviados ao continente africano para trocar experiências.
O pedido da FAO coincide com o consenso nas negociações do clima de que antes de iniciar qualquer atividade financeira envolvendo as Reduções por Emissão de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), é preciso preparar os países para monitorar suas florestas. O diretor-geral do INPE, menciona a sigla MRV, que cada vez torna-se mais conhecida. Ou seja, para engajarem-se em acordos de REDD, as nações detentoras de matas nativas devem empreender um esforço que possa ser Mensurado, Reportado e Verificado
No vídeo abaixo, Câmara dá mais detalhes do projeto.
Leia também
Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas
Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central →
Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar
Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha →
Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo
O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha →

TWITTER


