Nesta quinta, o governo chinês foi explícito ao afirmar que por enquanto não tem intenções de limitar as emissões de gás carbônico de sua economia. O país é o maior emissor do mundo, e os Estados Unidos ficam em segundo lugar. O próprio negociador chinês que representou o país em Copenhague, Su Wei, disse agora que as emissões precisariam crescer porque a China ainda está se desenvolvendo e só tentou amenizar o tom quando disse que o país está comprometido em ter uma economia mais eficiente em termos energéticos.
Apesar do anúncio feito ano passado, de que até 2020 a China iria cortar de 40 a 45% das suas emissões com base nos níveis de 2005, o governo deixou claro que não se trata de uma obrigação por enquanto, e que isso será atingido no final da década. Esse posicionamento veio um dia depois que o presidente Hu Jintao afirmou que reconhecia a importância, a urgência e a dificuldade de lidar com as mudanças climáticas. Bem se vê.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Pesquisa revela bactéria de mamíferos em piolho de ave marinha
Achado inédito em ave migratória sugere novas rotas de circulação de patógenos entre oceanos e amplia lacunas sobre a ecologia de bactérias associadas a mamíferos →
Inscrições abertas para mestrado em Desenvolvimento Sustentável na UFRRJ
As inscrições para o Mestrado Profissional estão abertas e vão até o dia 24 de abril. Serão disponibilizadas 20 vagas e as aulas serão presenciais no Rio →
Qualidade da água na Mata Atlântica estagna e pontos com nível “bom” despencam
Relatório da SOS Mata Atlântica mostra piora discreta, mas persistente, nas águas do bioma. Também averiguou que nenhum rio apresentou qualidade ótima em 2025 →


