Reportagens

Sem máscaras nem limites

Depois de tentar disfarçar suas intenções em encontros diplomáticos, governo chinês deixa claro que não pretende limitar suas emissões de gases de efeito estufa para não afetar economia.

Redação ((o))eco ·
25 de fevereiro de 2010 · 17 anos atrás

Nesta quinta, o governo chinês foi explícito ao afirmar que por enquanto não tem intenções de limitar as emissões de gás carbônico de sua economia. O país é o maior emissor do mundo, e os Estados Unidos ficam em segundo lugar. O próprio negociador chinês que representou o país em Copenhague, Su Wei, disse agora que as emissões precisariam crescer porque a China ainda está se desenvolvendo e só tentou amenizar o tom quando disse que o país está comprometido em ter uma economia mais eficiente em termos energéticos.

Apesar do anúncio feito ano passado, de que até 2020 a China iria cortar de 40 a 45% das suas emissões com base nos níveis de 2005, o governo deixou claro que não se trata de uma obrigação por enquanto, e que isso será atingido no final da década. Esse posicionamento veio um dia depois que o presidente Hu Jintao afirmou que reconhecia a importância, a urgência e a dificuldade de lidar com as mudanças climáticas. Bem se vê.

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