Esta semana o governo encaminha medidas no mínimo suspeitas para “destravar” a obra da usina de Jirau, no Rio Madeira (RO). Só para lembrar, após o leilão, o consórcio vencedor propôs alterar em nove quilômetros o local da barragem. O Ibama iria pedir complementações aos estudos e realizar audiências públicas. No entanto, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) e Roberto Messias Franco (Ibama) acertaram com a Casa Civil uma “saída pela esquerda”: convocaram reunião pública em Porto Velho (RO) para amanhã (15) com a idéia de “informar” sobre o novo projeto de Jirau. Tudo ao gosto dos empreendedores, das necessidades do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e ao arrepio da lei, como mostrou O Eco. O encontro não tem caráter de audiência pública. Um parecer sobre a polêmcia foi encomendado à Advocacia-Geral da União (AGU). Com base nisso tudo, Minc anda dizendo por aí que a licença para a obra sai até o fim do ano. E a Amazônia e seus rios que se danem.
Leia também
Incêndios na Patagônia expõem nova dinâmica do fogo impulsionada pelo clima
Queimadas já devastaram milhares de hectares na Argentina e Chile, enquanto especialistas alertam para o papel das mudanças climáticas e da ação humana na intensificação do fogo na região →
Paleontólogos pedem proteção da Floresta Petrificada de Altos, no Piauí
Abaixo-assinado pede a criação de uma unidade de conservação e um parque paleontológico para proteger a área, ameaçada por desmatamento e queimadas →
Instituto Escolhas abre edital para bolsas de pesquisa sobre a Caatinga
Programa é voltado para estudantes de pós graduação nascidos ou que estejam matriculados em instituições de ensino localizadas da região nordeste; inscrições estão abertas até 31 de março →



