Depois de muitas idas e vindas e muito bate-boca entre ruralistas e ambientalistas, o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) foi eleito hoje para presidir a comissão que poderá elaborar um novo Código Florestal para o Brasil. Seu nome foi indicado por uma coligação com PT, DEM, PSB e outras siglas. As vice-presidências ficaram com os deputados Ancelmo de Jesus (PT-RO), Homero Pereira (PR-MT) e Nilson Pinto (PSDB-PA). O relator será o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A comissão surgiu para analisar o Projeto de Lei 1876/99 e outras cinco propostas apensadas ao mesmo. O texto principal, do ex-deputado Sérgio Carvalho, quer substituir o Código Florestal de 1965. Agora, haja mobilização social para evitar o pior: a redução da proteção dos ambientes naturais brasileiros. Micheletto, Pereira e Rebelo têm histórico de ações e projetos contra o meio ambiente.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Amostras de bonito-pintado no Rio registram até o dobro do limite seguro de mercúrio
Pesquisa identificou níveis de mercúrio acima do permitido em 50% das amostras do peixe comercializados em Cabo Frio, no litoral fluminense →
UCBIO: Um novo – e necessário – palco para as unidades de conservação brasileiras
Com o objetivo de retomar o espaço do debate qualificado sobre as UCs, nasce a Conferência Nacional de Unidades de Conservação (UCBIO), que será realizada em junho, em Curitiba →
Incêndios já queimaram 150 milhões de hectares de vegetação no planeta em 2026
Área queimada entre janeiro e abril já é maior do que todo estado do Amazonas; Mudança climática impulsiona destruição pelo fogo em nível global, mostra análise →

