A presidência da COP30 deu início a um processo de consultas internacionais para construir um roteiro voltado a acelerar ações de combate ao desmatamento e à degradação florestal até 2030, numa tentativa de converter compromissos climáticos globais em medidas práticas de implementação. A primeira reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira (11), em Nova York, às margens da 21ª sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, que conta com a participação de governos, organismos multilaterais, sociedade civil, especialistas, setor privado e representantes indígenas.
Batizado de “Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030”, o documento está sendo elaborado pela presidência brasileira da conferência climática e deverá reunir experiências internacionais sobre políticas públicas, financiamento, governança e cooperação para proteção florestal. Embora não tenha caráter vinculante nem integre formalmente as negociações da Convenção do Clima da ONU, a proposta busca influenciar estratégias nacionais diante da pressão crescente para que países avancem no cumprimento de metas climáticas.
“Nosso objetivo com o Mapa do Caminho da Presidência da COP30 para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030 é ir além dos compromissos e avançar na implementação, oferecendo um instrumento prático, orientado à ação, que os países possam usar para orientar e fortalecer suas políticas florestais no território”, explica o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago.
A iniciativa recoloca no centro da agenda um dos pontos mais sensíveis das negociações climáticas: como financiar a conservação florestal em larga escala. Países em desenvolvimento têm reiterado que metas de combate ao desmatamento esbarram na falta de recursos e apoio técnico, enquanto a presidência da COP30 aposta na articulação de instrumentos como financiamento climático, mecanismos baseados em resultados, mercados de carbono e fortalecimento da bioeconomia. A expectativa é que uma versão consolidada do roteiro seja apresentada em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, também em Nova York.
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