
Quem sai de Jequié, a 365 quilômetros de Salvador (BA), pela estrada que margeia o Rio de Contas, cruza uma paisagem que lembra uma Caatinga degradada e ocupada por fazendas especializadas em gado alpinista de carne dura. No entanto, nas cristas do vale daquele rio ainda existem remanescentes da antiga vegetação nativa, uma floresta de árvores com mais de 30 metros de altura e copa coberta por bromélias e orquídeas, onde podem ser vistas aves endêmicas da Mata Atlântica. Estas florestas, nunca estudadas cientificamente, continuam a ser destruídas por incêndios, pela retirada de madeira e para abertura de mais pastagens. E assim a Mata Atlântica dá lugar à Caatinga…
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Amostras de bonito-pintado no Rio registram até o dobro do limite seguro de mercúrio
Pesquisa identificou níveis de mercúrio acima do permitido em 50% das amostras do peixe comercializados em Cabo Frio, no litoral fluminense →
UCBIO: Um novo – e necessário – palco para as unidades de conservação brasileiras
Com o objetivo de retomar o espaço do debate qualificado sobre as UCs, nasce a Conferência Nacional de Unidades de Conservação (UCBIO), que será realizada em junho, em Curitiba →
Incêndios já queimaram 150 milhões de hectares de vegetação no planeta em 2026
Área queimada entre janeiro e abril já é maior do que todo estado do Amazonas; Mudança climática impulsiona destruição pelo fogo em nível global, mostra análise →


