Se os jornais de hoje acertaram a mão, Lula começou 2010 dando ampla, clara e inequívoca sinalização de que a legislação ambiental tem que ser atropelada em nome de interesses supostamente maiores. No caso, preparar o país para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016. Em mais um discurso no estilo patrola, o presidente afirmou ser necessário driblar a fiscalização ambiental, a Controladoria-Geral e o Tribunal de Contas da União para assegurar o término das bilionárias obras. A conclusão imediata é que Lula segue vendo excessos nos órgãos que controlam o governo, e que os empreendimentos devem ter algo de “anormal ou incomum”. Ou, ainda pior, projeta-se que estarão atolados no mar de corrupção tupiniquim, cujo nível costuma se elevar em anos eleitorais. Atitudes repetidas como essa mostram o atraso crônico das lideranças nacionais, sejam de esquerda ou direita, se elas ainda existem, quando o assunto é governar de forma moderna e de olho nas inadiáveis necessidades ambientais. Mas o Brasil segue assim, com as massas embaladas pelo pão e circo e afogando seu futuro no voto que garante cada mandato.
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