Salada Verde

Mapa mostra projetos de usinas na Amazônia

Ferramenta interativa e novo banco de dados virtual documenta construção desenfreada que ameaça a maior bacia hidrográfica do mundo

Redação ((o))eco ·
19 de agosto de 2010 · 16 anos atrás
Salada Verde
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As organizações Fundação Proteger, da Argentina, International Rivers, dos Estados Unidos e ECOA Brasil lançaram um banco de dados online sobre os impactos ambientais das mais de 140 grandes barragens na Bacia Amazônica. O novo recurso mostra projetos em vários estágios de planejamento no Brasil, Equador, Peru, Bolívia e Colômbia, projetando danos que podem ser causados à bacia e seus habitantes. 
O site (www.dams-info.org) apresenta informações técnicas e econômicas das represas já existentes, das planejadas e das ainda em construção na base de dados “Barragens da Amazônia”. Dentre os países citados, todos possuem projetos de grande escala, porém o Brasil é que possui mais de 60 barragens planejadas para a Amazônia brasileira.

Um mapa interativo foi criado com base em fontes oficiais, de empresas envolvidas nos projetos e compiladas junto com informações fornecidas pela sociedade civil e de pesquisadores da área, um desafio técnico que envolveu a participação de especialistas de sete países, incluindo Argentina, Brasil, Bolívia, Peru e Estados Unidos.

Federico González Brizzio, coordenador de comunicação da Fundação PROTEGER e responsável pela elaboração e implementação da plataforma garante o detalhamento e credibilidade dos dados evidenciados e da confiabilidade das diferentes fontes consultadas. Espera-se que o recurso online seja utilizado por governos, pesquisadores, educadores e organizações não-governamentais e pessoas interessadas.

“Para a próxima fase deste projeto, esperamos incorporar outras fontes úteis de informação, tais como mapas das áreas indígenas, das unidades de conservação ambiental e das linhas de transmissão de energia, a fim de mostrar quantos projetos de barragens irão impactar diretamente essas áreas sensíveis de proteção “, disse disse Brent Millikan, diretor do Programa da Amazônia da International Rivers. (Laura Alves)

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