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Discussões sobre a conferência Rio+20 tomaram conta do primeiro dia de debate do Fórum Mundial de Sustentabilidade, que está acontecendo em Manaus. Uma das principais ideias apresentada, ontem, foi levantada pelo diretor executivo da Rio+20, o embaixador francês Brice Lalonde. Ele defendeu a proposta de criação de um índice que substituiria o PIB, indicador criticado por ambientalistas por não contabilizar os impactos negativos, como degradação de recursos naturais, na produção de riqueza. Outro destaque do dia foi a ex-premiê norueguesa Gro Harlem Brundtland, uma das responsáveis por cunhar o conceito de desenvolvimento sustentável. Brundtland chefiou em 1987 o relatório “Nosso Futuro Comum”, que serviu de base para a conferência Rio 92.
Lalonde afirmou que a Rio+20 deve produzir um mandato para que a ONU apresente, em um prazo de três anos, um indicador alternativo ao Produto Interno Bruto. O novo indicador, junto com a criação de uma agência global para o meio ambiente, nos moldes da OMC, poderá estar entre as principais medidas que sairão da conferência de junho. Mas não é só.
O diretor executivo da Rio+20 deixou claro, ontem, que os líderes dos países devem vir para a conferência preparados para um acordo: “Não venham ao Rio se vocês não tiverem compromissos”. Lalonde disse também esperar que o resultado final da conferência não seja apenas documentos assinados, de intenções, mas que contenha “um plano de ação”.
Para a ex-premiê, a Rio+20 “é uma grande responsabilidade”, principalmente porque a “a agenda é muito ampla e todos os países estão trabalhando fortemente em relação à mudança climática”, disse aos jornalistas logo após a sua palestra “O Caminho de Estocolmo à Rio+20, e da Rio+20 ao ano de 2032”. Ela estará no Rio, em junho, para a conferência.
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