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Conhecido por “assassino”, por atacar os corais nativos da área em que foi introduzido, a invasão do Coral-Sol nas cidades litorâneas do Rio de Janeiro está sendo investigada pelo Ministério Público Federal em Angra dos Reis. De acordo com o MP, o referido coral foi introduzido acidentalmente na Baía da Ilha Grande através de plataformas ou sondas de petróleo e gás.
“O Ministério Público tem uma investigação e já há um laudo indicativo de que o ingresso do Coral-Sol na bacia da Ilha Grande ocorreu pelo terminal da Petrobras (TEBIG) e o estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis. A partir dessa informação, nós vamos tentar medidas concretas de prevenção e repressão dessa espécie, que é uma espécie invasora. Os empreendimentos estão no prazo de 10 dias para se manifestar e transcorrido a data a gente deve propor algumas reuniões para que saia medidas concretas. No final de janeiro já se encerra esse prazo. Vamos tentar pela medida conciliatória. Não tendo opção, podemos entrar com uma Ação Civil Pública requerendo a reparação do dano”, explicou Monique Cheker, Procuradora da República em Angra dos Reis.
Ainda segundo a procuradora, o Ministério Público ficou sabendo dos problemas causados pelo Coral-Sol por informação da Estação Ecológica de Tamoios. “A estação Ecológica é uma unidade de conservação federal integral, em Angra dos Reis, que é afetada por essa problemática e eles passaram essa demanda para a gente”, detalhou.
Além de Angra dos Reis, outras cidades do Estado do Rio, como Arraial do Cabo, Búzios, Mangaratiba, Paraty e Rio de Janeiro sofrem com o mesmo problema.
Segundo o MPF, a possibilidade do Coral-Sol atingir os recifes de coral brasileiros é alarmante porque esses recifes são especialmente vulneráveis, tendo em vista que são importantes para biodiversidade marinha e geração de fonte de alimento e renda para milhares de pessoas que vivem nas áreas atingidas.
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