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Comércio ilegal de animais é o quarto negócio mais lucrativo do mundo

Tráfico chega a lucrar entre 8 a 20 bilhões de euros por ano. Elefantes, rinocerontes, tigres e pangolins estão entre os animais mais traficados do mundo

Sabrina Rodrigues ·
23 de novembro de 2016 · 10 anos atrás
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O número de elefantes abatidos pelo tráfico ilegal  chega ao total de 20 mil a 30 mil. Foto: Marco Valenti/Flickr
O número de elefantes abatidos pelo tráfico ilegal chega ao total de 20 mil a 30 mil. Foto: Marco Valenti/Flickr
O tráfico ilegal de animais tornou-se o quarto negócio mais lucrativo do mundo, ficando atrás do tráfico de drogas, de seres humanos e do comércio de armas. O lucro anual com esta atividade gira em torno de 8 a 20 bilhões de euros. Os elefantes, rinocerontes, tigres e os pangolins estão entre os que mais sofrem com esta prática ilegal. Avalia-se que o número de elefantes abatidos por esse tipo de crime chega ao total de 20 mil a 30 mil. Em relação aos rinocerontes, dados do Parlamento Europeu apontam que na África do Sul, em 2007, 13 destes animais foram mortos de forma ilegal, e que este número subiu para 1.175 em 2015. Os chifres dos rinocerontes são utilizados na medicina asiática para o tratamento de várias doenças, entre elas, o câncer, além disso, são usados em joalheria e decoração. A população de tigres no mundo também está diminuindo de forma drástica, alcançando, hoje, um total de 3.500. Os dentes, os ossos e a pele destes felinos são usados em artigos de decoração e os ossos, para a medicina tradicional asiática. Os pangolins são os mamíferos mais traficados do mundo. Eles são totalmente cobertos de escamas, que, quando ameaçados por predadores, se enrolam todo em uma espécie de bola para se protegerem, e as escamas também estão sendo desviadas para fins medicinais. O Parlamento Europeu, debate, nesta quarta-feira (23) com a União Europeia e os estados membros, quais os procedimentos para intensificar o combate ao tráfico ilegal de espécies selvagens.

Fonte original: Folha de S. Paulo

  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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Comentários 1

  1. Fabricio Hang diz:

    O que fazer para conscientizar essas pessoas? Será que existe solução? Será que algum dia terão consciência de que somos responsáveis por toda e qualquer espécie do planeta? Não quero perder a esperança na humanidade, quero um dia poder me orgulhar de fazer parte dessa espécie…